segunda-feira, 13 de julho de 2026

 

Beda - Sabedoria do Século VII

Beda (672 - 735) foi um inglês nascido no século VII e morto no século VIII, por ocasião das conquistas anglo-saxãs da Inglaterra celta. Depois da queda do Império Romano, a população da Inglaterra diminuiu consideravelmente e vários povos passaram a lutar por sua posse. Nesse contexto Beda viveu. Ele foi um monge anglo-saxão do mosteiro de Jarrow. Entre seus escritos encontram-se princípios relacionais e empresariais preciosos, que são muito atuais hoje .

O filósofo, mestre e doutor em Educação, e professor da PUC/SP, Mario Sergio Cortella, costuma citar o "Venerável Beda", em suas palestras. Falando dos tempos atuais e suas características, como a rapidez de informação, a concorrência e a necessidade premente de competência. Algumas das máximas de Beda são: Há três caminhos que levam ao fracasso:

1. Não repartir o que se sabe

2. Não praticar o que se ensina

3. Não perguntar o que se ignora

E, por outro lado, há também, três caminhos que conduzem ao sucesso. E é só tirar a palavra NÃO da frente das frases anteriores:

1. Repartir o que se sabe

2. Praticar o que se ensina

3. Perguntar o que se ignora

E há, também, três características que devem ser aprendidas, entendidas e aplicadas durante a vida para que possamos desfrutar de um equilíbrio emocional que contribuirá grandemente para que possamos enfrentar as diversas situações da vida:

1. Generosidade mental

2. Coerência ética

3. Humildade intelectual

A própria Bíblia contém base para esses princípios, e como um monge que ganhou o título de "venerável", Beda, certamente a lia e inspirava-se nela!

Imagens:
pt.wikipedia.org
alexandrinabalasar.free.fr

Resenha de filme

Sem limites (Limitless) - duração 105' 
EUA - 2011 
Diretor - Neil Burger 
Roteiro - Leslie Dixon 
Elenco - Bradley Cooper, Abbie Cornish, Robert De Niro, Anna Friel, Andrew Howard, Johnny Whitworth 

A busca pelo conhecimento é inerente ao ser humano. Porém, na maioria das vezes, ela não é um fim em si mesmo, mas almeja o poder. Fausto, de Goethe, o recebeu de Mefistófeles tendo em vista superar o saber de sua época. Esse "presente" veio com o plus de um "gole da fonte da juventude" que o permitiu passar 24 anos sem envelhecer. Nada mal... Não fosse o final da história! 

Já em Sem limites, filme de suspense baseado no romance de Alan Glynn, The dark fields, Eddie Morra (Bradley Cooper), um escritor em seca de inspiração descobre o NZT48 que lhe é dado por seu ex-cunhado, após um encontro casual. O "ampliador da capacidade cerebral" faz com que os pretensos 20% utilizados de nosso cérebro atinjam 100% de sua capacidade. 

Após a curiosidade ganhar a luta com a relutância, a droga sai do bolso do escritor e é, em flash de Raios X, acompanhada ao ser engolida. Tudo muda... Os efeitos especiais, a fotografia, a luz, a cor e a vida de Eddie que além de escrever seu livro em quatro dias, sai do anonimato, da depressão, da mediocridade e passa a, quase que instantaneamente, dominar assuntos técnicos, falar novos idiomas, fazer cálculos e projeções financeiras cabeludíssimas, lutar como Bruce Lee, Mohamed Ali e, acima de tudo, achar soluções para as mais intrincadas situações da vida. Como se não bastasse, a nova face de Eddie faz com que ele reconquiste a antiga namorada Lindy (Abbie Cornish) e o torna "o mais popular da festa". 

Depois de ter se apropriado indevidamente de uma grande quantidade da droga, Eddie que passa a ser perseguido, se preocupa com a possibilidade de ficar sem ela. 

O tema cliché do escritor em crise de inspiração dá lugar a uma sequência de novas descobertas. Suas esferas de vida se ampliam e suas ambições se tornam ilimitadas. 


Em meio à rápida ascensão, ele descobre que todos os outros consumidores do NZT48, em sua fase de teste, estão morrendo. Mas... Por que a droga não oferece solução a esse impasse? 

Entre rostos da nova safra de Hollywood, Robert de Niro, como o milionário Carl Van Loon, mesmo sem estar no papel central, garante a qualidade desse filme que pode ser descrito como um possível quadro do futuro, ou como uma declarada e condenada apologia das drogas. 

Confesso que gostei desse filme. Seria uma grande tentação se realmente existisse uma droga que oferecesse tamanha clareza e rapidez de raciocínio, bem como a melhor solução para todo e qualquer impasse da vida. Mas ao mesmo tempo seria apavorante ter à disposição tanto poder, pois creio que ele conduziria a uma arrogância que poderia ser fatal, no momento em que a autosuficiência tentasse assumir o lugar que pertence a Deus. 

E você... Já assistiu a esse filme? O que achou? O final surpreendeu?  


Iara Piza Vasconcellos