quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Olhar para trás, para olhar para a frente - Henri Nowen

Como podemos viver realmente uma vida em ação de graças?

Quando olhamos para trás e vemos tudo o que nos aconteceu, facilmente dividimos a nossa vida em várias fases, como coisas boas para agradecer e coisas más para esquecer. Mas, com um passado assim dividido, não podemos caminhar livremente em direção ao futuro. Com tantas coisas para esquecer, o maximo que podemos fazer é coxear rumo ao futuro.

A gratidão espiritual abarca todo o nosso passado, tanto os bons como os maus eventos, tanto os momentos alegres como os tristes. Do lugar em que nos encontramos, podemos concluir que tudo o que nos aconteceu nos trouxe a este lugar. Recordemos tudo isso como parte do plano de Deus que nos conduz. Isso não quer dizer que tudo o que nos aconteceu no passado seja bom, mas quer dizer que mesmo o mal não aconteceu fora da presença amorosa de Deus.

Os sofrimentos do próprio Jesus foram-lhe causados pelas forças das trevas. Mesmo assim, ele fala dos seus sofrimentos e morte como o caminho da glória.É muito difícil colocar todo o nosso passado sob a luz da gratidão. Há muitas coisas de que nos sentimos culpados e envergonhados, muitas coisas que desejaríamos que pura e simplesmente não tivessem acontecido. Mas, cada vez que temos a coragem de olhar para elas "na sua totalidade" e de as ver como Deus as vê, então a nossa culpa torna-se uma culpa feliz e a nossa vergonha uma vergonha feliz, porque provocam em nós um reconhecimento mais profundo da misericórdia de Deus, uma convicção mais forte de que é Deus quem nos conduz e um empenho mais radical na aceitação da vida ao serviço de Deus.

Desde que todo o nosso passado seja bem recordado como gratidão, adquirimos a liberdade para ser enviados para o mundo a proclamar a Boa Nova aos outros. Assim como as negações de Pedro não o paralizaram, mas uma vez perdoado se tornaram uma nova fonte de fidelidade, assim também as nossas falhas e traições podem transformar-se em gratidão e capacitar-nos a ser mensageiros de esperança.
Henri Nouwen
Um pouco sobre o autor:
Nascido na Holanda, o psiquiatra cristão Henri Nowen foi um professor de sucesso nas Universidades dos Estados Unidos, mas deixou “os píncaros” para dedicar-se a uma comunidade para doentes mentais, ou seja uma clínica psiquiátrica, chamada ARCA, no Canadá.
Segundo Fernando Oliveira, que me envia esses textos...

“Henri Nouwen foi um mestre na espiritualidade cristã conciliando teologia com devoção, conhecimento da história humana com compreensão dos feitos históricos de Deus na vida das pessoas; lucidez intelectual com uma compaixão simples e prática, destituída de preconceitos”.
Segue uma lista de alguns de livros DELE e SOBRE ELE:

Livros de Henri Nowen

. Crescer: os três movimentos da vida espiritual. São Paulo: Paulinas, 2000.
. Cartas a Marc sobre Jesus. São Paulo: Loyola, 1999.
. Espiritualidade do deserto e o ministério contemporâneo. São Paulo: Loyola, 2000.
. Podeis beber do cálice? São Paulo: Loyola, 2002.
. Oração: o que é e como se faz. São Paulo: Loyola, 1999.
. O Sofrimento que cura. São Paulo: Paulinas, 2001.
. Adam, o amado de Deus. São Paulo: Paulinas, 2000.
. A Voz íntima do amor. Uma jornada através da angústia para a liberdade. São Paulo: Paulinas, 1999.
. Mosaicos do presente. Vida No Espírito. São Paulo: Paulinas, 1998.
. A Volta do Filho Pródigo. A história de um retorno para casa. São Paulo: Paulinas, 1997.
. Intimidade: ensaios de psicologia pastoral. São Paulo: Loyola, 2001.
. O perfil do líder cristão do século XXI. Belo Horizonte: Atos, 2002.
. Transforma meu pranto em dança. Rio de Janeiro: Textus, 2003.
. Uma carta de consolação. São Paulo: Cultrix, 1982.
. Nossa maior Dádiva. São Paulo: Loyola, 1997.
. Memória viva. Apostolado e oração em memória de Jesus Cristo. São Paulo: Loyola, 2001.
. Estrada para a paz: escritos sobre paz e justiça. São Paulo: Loyola, 2001.
. Diário: o último ano sabático de Henri J. M. Nouwen. São Paulo: Loyola, 2003.

Livros sobre Henri Nowen
YANCEY, Philip. Alma Sobrevivente. Sou cristão apesar da igreja. São Paulo: Mundo Cristão: 2004.

O’LAUGHLIN, Michael. Henri Nouwen: his life and vision. New York: Orbis Books, 2005.

SHAW, Lucy. “Henri Nouwen: a escalada para Deus”. In: YANCEY, Philip. & SCHAAP, J. C. Muito mais que palavras. São Paulo: Vida, 2005.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

VALE CULTURA

Foi aprovada a lei que oferece mensalmente ao trabalhador a quantia de R$50,00 (cinquenta reais) que poderão ser gastos em livros, CDs, ingressos de teatro, cinema, apresentação de danças, palestras etc. dependendo da escolha de cada um.

O Ministro da Cultura, Juca Ferreira, respondendo às dúvidas dos artistas disse que não haverá imposição das formas de arte a serem adquiridas ou assistidas, sejam elas shows de "rap" ou apresentações de balé clássico. Segundo o ministro, um país regido pela democracia não pode impor ao povo as manifestações artísticas consideradas mais nobres, em detrimento de outras. A livre escolha deve ser respeitada e incentivada. Sem dúvida, o ministro está certo.

No entanto, creio ser perfeitamente lícito oferecer-se um leque de opções em que cada forma de arte seja explicada e sua história, ao longo do tempo, contada. Uma apresentação desse tipo já serviria de enriquecimento cultural. Sempre haverá espíritos inquiridores, desejosos de conhecimento e com curiosidade suficiente para desbravar o que lhes é desconhecido.

Parabéns ao atual ministro da cultura. Tenho certeza de que entre os beneficiados com esse vale haverá aqueles que saberão escolher e alimentar-se adequadamente com o variado e colorido cardápio artístico que lhes é apresentado.

Imagem: http://www.coopcultural.org.br/coopcultural/noticias/noticia.asp?id=768

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

HORA “H” - Tributo ao poeta e à sua obra

Haroldo de Campos foi um dos criadores da Poesia Concreta, junto com seu irmão Augusto de Campos e Décio Pignatari.
Esse trio – Noigandres – ficou conhecido mundialmente e a Poesia Concreta, bem como o Concretismo, tornaram-se mundialmente reconhecidos, valorizados e estudados como um movimento literário.

Haroldo de Campos nasceu em 19 de agosto de 1929 e faleceu em 16 de agosto de 2003. O mês de agosto, portanto, foi o mês de sua entrada e saída desta vida.

Ele era uma pessoa eclética que atuava nas mais diversas áreas como teatro, ensaística, cinema, artes plásticas, TV, design, crítica e teoria literária, estética, tradução, performance, ensino e outras mais. Ele embriagou-se com o elixir da vida e dele tirava forças para adentrar por tantas diferentes portas. Uma curiosidade sem limites levava-o a experimentações e a vencer estranhamentos, conforme entrevista concedida a José Márcio Rego em março de 2000 e publicada no Caderno Mais! de a FOLHA DE SÃO PAULO, em 14 de setembro de 2003. Ele aprendeu, e ensinou a não fecharmos os olhos ao diferente. Ele provou que é mais inteligente manter a mente aberta, mesmo que o primeiro olhar não se sinta confortável.

E é ao poeta Haroldo de Campos que anualmente, no emblemático mês de agosto é produzido um evento com o objetivo de homenageá-lo e de manter viva a sua importante e vasta obra. Traduções de seus livros são preparadas em outros idiomas, leituras de trechos são feitas por personalidades artísticas por ele influenciadas, ocorrem debates e palestras de livros de sua autoria e tradução, testemunhos são dados por pessoas que com ele conviveram, enfim, a pessoa de Haroldo de Campos é lembrada e sua obra valorizada.

Um verdadeiro show cultural é preparado e entregue aos amigos e admiradores daquele que, segundo o diretor da Casa das Rosas, Frederico Barbosa, deveria ter recebido o prêmio Nobel de Literatura.

Neste ano a primorosa programação estendeu-se por três dias – 14, 15 e 16 de agosto e a Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura – teve o privilégio de homenagear seu “patrono”.

Entre palestras, oralizações, shows musicais, a preleção de Marcelo Tápia - diretor do Museu Guilherme de Almeida, poeta e tradutor - sobre a teoria de tradução poética desenvolvida por Haroldo de Campos e chamada de transcriação, foi brilhante. Ele apresentou os fundamentos, referências e exemplos da obra tradutória bem como os procedimentos e a forma haroldiana de transcrever poesias. A “Casa da Colina”, como também é conhecido o Museu Guilherme de Almeida, agora sob a direção de Marcelo Tápia, encontra-se em reforma. Por esse motivo os cursos por eles oferecidos estão sendo ministrados nas dependências da Casa das Rosas.

Segue o endereço da programação - www.poiesis.org.br - e gostaria de recomendar a todos que desejam aumentar seu conhecimento e desfrutar de boa companhia que fizessem os cursos oferecidos. Cultura e conhecimento só trazem enriquecimento para a alma e para o espírito. Devemos aproveitar essas oportunidades.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Não sei SE NADO, ou SE A FOGO!

É triste... Mas muito triste ver o grupo de líderes que deveria ser exemplo para a nação, passar por situações de tanto constrangimento! As pessoas comuns quando infringem leis recebem punições. Nos lares, os filhos são disciplinados quando suas ações são contrárias às regras da casa. Daí, a importância da família na vida de uma sociedade. É ali que as personalidades são formadas e os caracteres forjados. É ali que as boas obras são incentivadas e os erros corrigidos. É ali que o aprendizado se dá na mais profunda concepção da palavra, repercutindo por toda a vida.

É sempre possível aprender, mas quanto mais cedo uma criança receber tais orientações, mais probabilidade haverá de ela se tornar uma pessoa íntegra. E mesmo assim, infelizmente não há garantias, pois muitos foram criados em lares equilibrados e até com orientações bíblicas e religiosas, mas se revoltaram e adentraram a caminhos errôneos. No entanto, há muita chance de que, em alguma situação da vida, o ensinamento recebido retorne à memória e reconduza vidas ao trilho (“Ensina a criança no caminho que deve andar e mesmo quando for velho, não se desviará dele”. Bíblia livro de Provérbios 22.6 no Antigo Testamento).

Somos todos conscientes de que o ser humano é falho: "Enganoso é o coração e desesperadamente corrupto. Quem o conhecerá?" (Bíblia, livro de Jeremias 17.9 no Antigo Testamento). Conhecemos nossas tendências para o mal. Isso é muito perceptível, pois não é necessário ensinar uma criança a desobedecer. Essas características são existentes em nossos corações e, se incentivadas podem levar a atos insanos.

Toda essa introdução é para dizer que no Senado Brasileiro, neste agosto de 2009, pode haver pessoas que tenham sido criadas na mais rígida integridade, recebido orientações dignas, mas que por opção assumiram rumos mais fáceis, mais largos. Mas, para nós, povo, a impressão que se tem daquela CASA, que deveria ser modelo de dignidade e honradez, é que todos estão comprometidos (até o mais comprido e esticado fio de cabelo!).

- Qual seria a reação se o senador mór, que se encontra na berlinda, se levantasse e dissesse:

- Aquele desta Casa que não estiver "com o rabo preso" que seja o primeiro a atirar-me uma pedra"

Imagine isso acontecendo...

- ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

Pode-se até ouvir o profundo silêncio instalado, apenas interrompido pelo arrastar dos sapatos se afastando...

E apesar dessas palavras não terem sido verbalizadas, foi como se tivessem sido proferidas através de um potente equipamento de som, pois o arquivamento das acusações nada foi além de abrir-se as mãos atrás das costas e soltar-se as pedras ao chão.


A impunidade é uma das mais agressivas formas de injustiça. Quando um avô não tem a maturidade para dizer não a uma neta que lhe pede algo ilegal e perde a oportunidade para ensiná-la que existem leis que todos devem cumprir; quando os que acobertam erros de terceiros o fazem por medo de represálias, quando a esquizofrenia é revelada através de olhares “lança-chamas” a quem diz verdades, quando a inversão de valores torna a desonestidade em esperteza, nos lembramos das palavras de Ruy Barbosa que apesar de terem sido ditas em 1914, aplicam-se perfeitamente aos gladiadores, ou melhor, aos senadores que se apresentam no Circo, ou melhor, no Senado:


"A falta de justiça, Srs. Senadores é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito... É a miséria suprema desta pobre nação.
A injustiça, senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão... Promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a baixeza, sob todas as suas formas.
De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.
No outro regime (na Monarquia), o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre, as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos temiam e que, acesa no alto guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade".


Que falta faz um Ruy Barbosa!

Que falta faz o Farol em meio à escuridão e ao mar revolto!

Que falta faz o temor ao Eterno!

Charge: http://primeirapessoa.wordpress.com/2007/12/06/comissao-nota-a/

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O tempo pós-moderno e a religiosidade

Uma reflexão sobre a mudança do olhar da sociedade


Blaise Pascal (1623 - 1662) foi filósofo religioso, físico e matemático francês do século 17. Sua biografia pode ser acessada em vários sites e sua genialidade comprovada.
Pascal, além de suas invenções práticas era, também, um teórico religioso.

Ele deixou inúmeras frases atemporais embebidas de reflexão, que hoje podem orientar o ser humano pós-moderno, repleto de incertezas e caracterizado pela busca ao transcendental.
Uma delas cai como luva principalmente ao jovem do século 21, que já não recebe em sua família as raízes judaicas cristãs, sendo fruto de uma miscigenação de credos, aos quais tanto aceita, quanto refuta, ou de um ateísmo, com ou sem convicção:

“Se Deus não existe, os religiosos perdem por volta de 80 anos de suas vidas. Se Deus existe, os ateus perdem a eternidade”.
Blaise Pascal

A verdade dessa frase transborda de júbilo o coração que entregue nas mãos de um Deus pessoal, desfruta de uma vida em sua presença e deseja que o mesmo ocorra com seus semelhantes.


O programa da TV Cultura e da CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz), Café Filosófico, apresentou no domingo 26 de agosto, às 23:00h uma programação sobre Deus. O palestrante foi Leandro Karnal, gaúcho de São Leopoldo, historiador e professor da UNICAMP. Não concordei com tudo o que ele disse, mas achei primorosas algumas de suas citações como a da frase acima, de Pascal.


O ambiente é um café, em clima de penumbra, com foco na mesa do palestrante. Ele vai discorrendo sobre o tema e em momentos definidos entram perguntas dos participantes. O clima é de total atenção ao palestrante, que discorre livremente. Neste domingo, falou-se sobre o fato de que a crença em um ser superior pode gerar paz de espírito ou medo. Dois patriarcas bíblicos foram abordados: Abraão, com seu Deus próximo e afetuoso, e Moisés, com seu Deus irado, punidor e lançador de raios consumidores. Colocou-se, também, a questão do motivo que ainda hoje leva as pessoas a abraçarem uma religião.


Temas culturais são sempre bem-vindos e não há limite de aprendizagem para o ser humano. Até o último suspiro de nossas vidas devemos e podemos estar abertos para aprender. Essa é uma das motivações da vida. Cada novo dia fornece conteúdo, dados, situações, histórias que contribuem para nosso crescimento como pessoa.

Não há limite para quem deseja aprender.
Porém, há um tema que por mais que se busque, ele só será suprido e perfeitamente encaixado no interior de cada um, com a pessoa de Deus. Não qualquer deus, não qualquer crença.

Paulo, no livro de Atos, capítulo 17 cita em Atenas a religiosidade dos gregos e seu grande número de deuses, dizendo que notara nessa característica sede e busca. E ali o apóstolo apresenta o Deus trino soberano, o poderoso criador dos céus e da terra, o doador da vida aqui e no além através de Jesus Cristo, e o Deus consolador na pessoa do Espírito Santo. Ali ele desafia os gregos a buscarem esse Deus, que não era “um” entre os outros, mas era “o”.


O mundo pós-moderno está imerso em filosofias já conhecidas, com nova roupagem, e segundo o Dr. Jaime Kemp, as principais são:

1. Humanismo: O homem destrona a Deus como autoridade absoluta e entroniza a si mesmo.

2. Relativismo: Os absolutos deixam de existir. A esfera torna-se: “Sua opinião contra a minha.”

3. Hedonismo: O prazer torna-se o alvo principal da vida.

4. Materialismo: A abundância dos bens materiais se torna o alvo da vida.

5. Individualismo: O foco é colocado no indivíduo e em seus direitos.


Podemos, então, dizer a este mundo pós-moderno que faz da busca sua vida, que olha para o relativo como única opção, que aprecia o esotérico, mas a ele não se fia, que a esperança e Deus não morreram, e que o ETERNO se apresenta não somente como
Aquele oferece o céu no amanhã, mas hoje concede sua companhia e orientação. Ele é o Pai amoroso, mas firme, que rega e satisfaz o coração que o busca.

Imagem Pascal: http://theworldaccordingtobill.blogspot.com/

segunda-feira, 20 de julho de 2009

terça-feira, 14 de julho de 2009

500 anos do nascimento de Calvino

Calvino não é tão conhecido como Martinho Lutero, por isso mesmo fiz questão de aqui deixar registrada esta homenagem por ocasião de seu aniversário de 500 anos!

Calvinista por herança, por ser neta de pastor - Rev. Francisco Augusto Pereira Jr. - um dos pilares da Igreja Presbiteriana no Brasil - passei a refletir mais seriamente sobre isso por causa de um outro pastor, Ary Velloso, fundador da igreja a que pertencemos, Batista do Morumbi, e também calvinista convicto.

Porém, como não sou expert no assunto preferi utilizar o texto abaixo (blog do Pava - créditos ao final da leitura) escrito por Claudio Lembo. A primeira coisa que passou por minha cabeça ao lê-lo foi: Ah... Como tudo seria diferente se no governo houvesse mais pessoas com o temor de Deus!



Ímpios no comando


A expedição dos calvinistas ao Brasil ainda exigirá de nossos historiadores maiores investigações e a análise de fontes primárias. Estas poderão indicar novos contornos para o episódio.

Daquela primeira expedição, nada consistente restou. Somente no Século XIX outras correntes de seus seguidores atingiram várias regiões do território brasileiro.

Ergueram templos. Fundaram escolas. Instalaram universidade. Procuraram imprimir na nossa cultura valores éticos próprios do fundador deste importante seguimento religioso.

São poucos, no entanto. Aqui a indagação: seria diferente o comportamento de nossos políticos se o pensamento calvinista estivesse mais inserido em nossas vidas cotidianas?

É possível. Certas situações da política nacional mostram-se incrivelmente bizarras. Não resistem a um mínimo lampejo de reflexão. Assemelham-se a surrealistas. Daí a necessidade de aproximações.

Pregava Calvino profundo respeito à autoridade. Baseava-se nos ensinamentos de Paulo e Pedro: a autoridade deve ser respeitada. Mesmo assim, admitia desobedecer, quando o rei deliberasse de forma ímpia.

Exatamente isto. O cidadão pode se opor ao governante quando este age em desacordo com a lei e os princípios da boa condução dos assuntos públicos. O bom governo é que deve ser preservado.

Calvino, a par de reformador religioso, conduziu profunda reorientação nos costumes políticos de Genebra. Esta repercutiu em vários países, tanto da Europa como da América.
Quando se comemoram os quinhentos anos do nascimento - deste companheiro de estudos de Ignácio de Loyola - seria oportuno um reviver dos valores éticos por ele pregados.

A sociedade já se mostra enfadada. Os atos praticados pelos dirigentes do Senado Federal constrangem. Permitem, como nos ensinamentos do reformador, a presença de uma ira santa.

Alguns parlamentares desviaram-se de qualquer código de conduta. Agrediram valores. Desobedeceram a leis. Violaram confianças. Tornaram-se indignos.

Boa forma de se comemorar a data, correspondente ao nascimento do autor de As Institutas* é afastar de suas funções os administradores públicos ímpios.

É dever da cidadania.


* Edições brasileiras das Institutas:
A Instituição da Religião Cristã - Editora da Unesp - São Paulo - 2007
As Institutas - Editora Cultura Cristã - São Paulo 2006


Claudio Lembo é advogado e professor universitário. Foi vice governador do Estado de São Paulo de 2003 a 2006, quando assumiu como governador.

(http://pavablog.blogspot.com/2009/07/impios-no-comando.html) Jarbas Aragão deu a dica a Sérgio Pavarini que postou no seu blog e eu aproveitei a dica para colocar esse precioso texto nesta Cesta! O texto na íntegra encontra-se no seguinte endereço: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3848090-EI8421,00-Impios+no+comando.html

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Por que histórias de animais mexem tanto conosco?

Tenho feito esta pergunta inúmeras vezes e só de pensar no assunto fico emocionada.


É muito interessante como, por exemplo, um filme sobre o Lago Ness, que mostra a amizade do monstro com um garoto e depois a despedida destes para que o pet fosse salvo dos predadores, chega a brotar lágrimas nos olhos!


Histórias sobre cachorros, então, não dá nem para lê-las até o fim sem inundar as páginas com nossas lágrimas, como o livro Meu amigo Marley.


Pensando nisso, chego à conclusão de que talvez seja o medo de nos separarmos desses animaizinhos que tanto nos cativam, que provoque essa reação.


Conheço pessoas que ao perderem seus bichinhos sofreram tanto que resolveram não ter outros, para evitar sofrer novamente. Posso entender essa postura, mas não creio que seja a mais adequada. São tantas as alegrias que temos com nossos animais de estimação, que se evitarmos tê-los para não sofrer, deixaremos também de curti-las.


Por isso, prefiro evitar de sofrer deixando de ler um livro triste sobre animais, ou mesmo de ver um filme com o mesmo tipo de enredo, mas não me abstendo de ter um animalzinho. Eles, além de nos fazer companhia, nos fazem rir, caminhar, ter responsabilidade por suas vidinhas e, também ter lembranças gostosas depois que se forem.


Esta é a Shadow. Uma linda Pointer Inglês, carinhosa e inteligentíssima! João Marcos e eu gostaríamos de ter tempo para levá-la mais vezes para passear. Mas, por outro lado, quando estamos em casa ela recebe tanto carinho e atenção, que até esquece da rua.


Ela é treinada, gosta de fazer showzinho para os nossos amigos, e em troca de uns petisquinhos ela deita, rola, dá a pata, dá beijinho, cruza as patas, abre e fecha a porta da cozinha. Acredite se quiser! E, apesar de grande, ela adora ficar no colo.


Vale a pena, ou não?


Fotos: JM e Iara Vasconcellos


quarta-feira, 8 de julho de 2009

No Brasil o maior ícone do New Journalism

Sete de julho, terça feira à noite - o auditório do MASP estava lotado de profissionais e estudantes da área de Comunicação Social. Todos estavam ansiosos para ouvir Gay Talese, autor de Fama e Anonimato, obra mais conhecida do jornalista no Brasil. Foram duas horas de conversa, mediada por Ilan Kow, editor-executivo de O Estado de S. Paulo.



Ele nem precisava dizer que era filho de italianos!

Como a maioria de nós paulistanos também o é, antes mesmo de contar a origem de seus pais, a platéia já sentia uma identificação natural com o grande escritor e jornalista ítaloamericano. A utilização das mãos, como reforço em sua comunicação, e sua sensibilidade delatavam a origem latina.


Certo dia Talese entrou em um prédio vazio e começo a subir suas escadas. Como não havia ninguém, ele foi subindo. Só no terceiro andar encontrou alguém. Foi algo inusitado. Havia um homem em cima de uma escada com um instrumento nas mãos que parecia um acordeon. Ele, então, ficou ali parado, em silêncio, observando o homem até que este notou sua presença.

Gay Talese perguntou o que o homem estava fazendo e a resposta que recebeu o deixou muito intrigado:

- Estou criando as palavras que vão lá fora.

Num ímpeto ele perguntou ao senhor se ele concordaria ser entrevistado.

- Mas quem se interessaria por isso?

- Eu. Respondeu Talese.

- Mas você não é repórter!

- Sou copy boy, mas no futuro serei repórter.

Gay Talese não podia imaginar que aquele encontro seria o estupim de sua carreira jornalística.

Foi, então, compartilhando com a platéia o início de sua carreira e de como aquela primeira entrevista foi valorizada pelos editores do jornal em que trabalhava que Gay começou a sua fala. Ali ele já mostrava reconhecimento e gratidão, dois diferenciais em sua vida.


Gay Talese compartilhou sua visão de Jornalismo, as características essenciais para exercer a profissão, suas impressões da atual época digital e a maior ameaça ao Jornal impresso. Criticou a atual aproximação dos jornalistas ao poder vigente e disse: "em meu tempo nós éramos considerados 'outsiders'! Hoje, os filhos dos jornalistas frequentam a mesma escola dos filhos dos políticos".


Contando que seus pais italianos tinham negócios em Nova Iorque (o pai era alfaiate a mãe tinha uma loja) e da importância de ter aprendido boas maneiras com eles (para obter e manter clientes), afirmou que todo jornalista precisa de educação, polidez. Depois, ele foi enfático ao afirmar que a curiosidade devia ser uma das características e motivações principais do jornalista. Escrever bem, fidelidade às fontes, lealdade e veracidade eram outras.


Em relação à Rede Web, Gay não é muito adepto e reconhece que, por causa dela, as pessoas estão escrevendo muito pior do que antes de seu advento. O interessante, porém, é que ele não acredita que a web seja a maior inimiga do jornal impresso. Ele diz que se o jornal impresso chegar a ser extinto, a mão que desferirá o golpe fatal será a pressa. Pressa essa que tem diminuído a qualidade das matérias, tanto em conteúdo quanto em exatidão.


Sobre o estilo de suas obras, diz que escreve como se pintasse. Que o leitor ao ler enxerga através de seus olhos. Por isso ele descreve o ambiente, as pessoas, as fisionomias, os estilos de roupa, o modelo dos carros etc.


A entrevista é o maior recurso do jornalista e ele deve investir nessa ferramenta para poder aproveitá-la ao máximo. O entrevistado precisa perceber que é testemunha de um fato histórico e que seu depoimento mostrará a relevância de sua participação. Essa valorização costuma ocasionar mais boa vontade e maior número de informações.


Ele espera que haja órgãos de comunicação que decidam pagar o preço da excelência e invistam mais em seus profissionais, patrocinando assim a qualidade.


Gay Talese esteve a semana passada na FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) entre os dias 1 e 5 de julho de 2009. Segundo ele, foi realmente uma celebração conviver com pessoas que partilhavam da mesma paixão: os livros.


Em época de “pressa expressa” os textos de Gay Talese fornecem uma agradável adequação interna, pois os fatos chegam até nós com relevância e veracidade, mas também com poética. O insight que o conduziu ao New Journalism, proporcionando ao leitor uma forma menos árida de se tomar conhecimento dos fatos foi: “Se eu escrever ficção vou ser apenas mais um, mas se eu escrever não-ficção parecendo ficção, aí sim serei exclusivo".


E foi o que fez. E é o que faz!


Que bom!


Texto e fotos: Iara Vasconcellos

MASP 07/07/09

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Seu lar é o melhor, ou o pior lugar do mundo?


Lembro-me de que somente um olhar de minha mãe já era suficiente para que eu soubesse quando ela desaprovava meu comportamento. Além da reprovação, aquele olhar também conduzia à correção de minha atitude. Ela se comunicava sem necessidade de palavras.

Lembro-me, também, de quando meu pai e minha mãe diziam “não” para algum pedido meu, não adiantava chorar, espernear ou tentar de alguma outra forma manipulá-los. Uma vez dada a resposta, eles não voltavam mais atrás. Isso, em longo prazo deu segurança para que eu caminhasse. Eles também se comunicavam através de palavras e diretrizes. Recebi deles muitos beijos e abraços, colo e ombro, além das correções e disciplinas. Como outros pais, eles acertaram e erraram ao longo do caminho.


Meu marido e eu não temos filhos. Somos conscientes de que esse fato implica em perdas e em ganhos. Deixamos de desfrutar muitas alegrias da paternidade e maternidade, porém também não enfrentamos os dissabores dela decorrentes. Assistimos cenas de falta de respeito tanto dos filhos para com seus pais, quanto dos pais para com seus filhos. Relacionamentos quebrados por comportamentos inadequados são constantes em nossa sociedade.


Há casos estarrecedores, como o de Suzane von Richthofen que, em acordo com o namorado e o irmão deste, tramaram e executaram o plano de matar seus pais. Não há adjetivos para descrever essa barbárie. O caso continuará a ser comentado e discutido por muitos anos até que caia no esquecimento.


Inúmeras lições podem ser tiradas dessa situação extrema. Porém, creio que a chave de tudo resume-se em duas palavras: honra e respeito. A Bíblia fala que os filhos devem honrar seus pais, e que os pais não devem irritar seus filhos. Essa equação sendo observada de ambos os lados fornece o equilíbrio necessário para convívio e relacionamento. Comunica-se honra, respeitando. Comunica-se respeito, honrando.

As palavras são bonitas, mas nem sempre é fácil colocá-las em prática. Só a graça de Deus nos capacita a viver segundo seus padrões.


A família pode ser o melhor, ou o pior do mundo. Cada um de nós contribui para que um, ou outro ocorra. Como estamos?


Iara Vasconcellos

LC 67 / 2002


terça-feira, 30 de junho de 2009

Adeus, Michael Jackson…

BEN

Ben, the two of us need look no more
We both found what we were looking for
With a friend to call my own
I'll never be alone
And you my friend will see
You've got a friend in me
(You've got a friend in me)

Ben, you're always running here and there
(Here and there)
You feel you're not wanted anywhere
(Anywhere)
If you ever look behind
And don't like what you find
There's something you should know
You've got a place to go
(You've got a place to go)

I used to say "I" and "me"
Now it's "us", now it's "we"
(I used to say "I" and "me"
Now it's "us", now it's "we")

Ben, most people would turn you away
I don't listen to a word they say
They don't see you as I do
I wish they would try to
I'm sure they'd think again
If they had a friend like Ben
(A friend)
Like Ben
(Like Ben)
Like Ben

Esta foi a primeira música que ouvi Michael Jackson cantar. Ela é linda, romântica, doce. Creio que, como todos, fiquei um pouco melancólica com a notícia de sua morte e fui ao "You Tube" para ouvi-la novamente - http://youtube.com/watch?v=cRTJ2xVr0PA&feature=related

Ele era tão pequeno, mas cantava como gente grande. Lembro-me de que na época, eu também criança, custei a acreditar que se tratava da trilha de um filme cuja personagem era um rato. Mas... Não era um rato qualquer... Era o ratinho Ben. De qualquer forma é estranho uma música sobre um rato ser tão bonita, mas o fato é que essa foi e continua sendo uma das minhas canções favoritas, principalmente por sua linha melódica.

No dia 26 de junho de 2009, uma sexta feira, o cantor de "Ben" partiu. Quase nada restava da figura alegre e desembaraçada dos vídeos do You Tube. Fama e sucesso confundiram e devastaram corpo e alma daquele garoto. Podemos ver sua imagem, ouvir sua voz, mas são ecos cada vez mais distantes daquela criança que um dia pertenceu ao conjunto "Jackson 5".

Ele foi crescendo e tornou-se, segundo os experts, um artista completo, pois compunha, montava suas próprias coreografias, cantava e interpretava. O primeiro vídeoclipe mais elaborado do mundo foi o famoso "Thriller", trilha sonora do filme do mesmo nome, pai de todos os outros vídeoclipes que se seguiram.

Casou-se, teve filhos, descasou-se e, até hoje, pairam dúvidas sobre a legitimidade desses envolvimentos.
As acusações de pedofilia nunca foram provadas, mas ele pagou quantias fabulosas às famílias em questão. Michael ganhou e gastou fortunas, pagando o preço de sua excentricidade.

Foram tantas as transformações estéticas pelas quais passou que sua própria alma estranhava e desconhecia cada vez mais o corpo em que habitava. Em vez da ternura dos tempos do ratinho Ben, Michael Jackson passou a despertar compaixão pelo ser humano angustiado e aflito no qual se tornou. Mesmo morando na Terra do Nunca (Neverland), ele não conseguiu ser Peter Pan.

É... Pessoas, dinheiro, fama, sucesso, status, posição... Nada pode suprir o vazio existente no coração humano, o qual por ter o formato de Deus, só por Ele pode ser preenchido!


terça-feira, 23 de junho de 2009

Haroldo de Campos na São Paulo Fashion Week

Tive a honra de ser convidada por uma ex-mestra muito querida, e coordenadora da Faculdade de Comunicação Social (Produção Editorial) da Universidade Anhembi Morumbi, Maria José Rosolino, a Mazé, para fazer uma apresentação sobre Poesia Concreta. Fiz um Power Point com base nos 2 TCCs que apresentei como prova final, primeiramente na faculdade de Produção Editorial e depois na de Jornalismo.

O convite foi feito porque a Universidade Anhembi Morumbi participou da São Paulo Fashion Week com uma coleção da Faculdade de Moda e com um lounge onde sucediam-se apresentações sob o tema Paixão pelo Conhecimento. Cada curso contava de forma criativa a sua paixão. Comunicação Social apresentou a paixão pela poética. Então, jaz aqui, o motivo do convite que me foi dirigido e, honradamente aceito.


Foi, então, com muito prazer que preparei um mix dos 2 trabalhos e montei uma apresentação dinâmica e curta, pois o público nesses ambientes costuma ser fugaz e dispersivo. Mas apesar de ter havido rotatividade, havia presentes “presentes” que absorviam e acompanhavam as palavras e as imagens que se sucediam na tela. Percebe-se pelo olhar o interesse do público. É muito interessante!

Fiquei muito grata e feliz por ter podido contar com o apoio e ajuda do meu marido João Marcos que, além de pilotar o Power Point, tirou estas lindas fotos que aqui expomos.Tanto a minha apresentação quanto a da Camile, outra ex-aluna (2003) que falou sobre a poesia infantil de Cecília Meirelles, foram bem recebidas.


Para mim foi muito especial estar ali. Além de servir de currículo, a oportunidade de compartilhar assunto tão relevante sempre me empolga.

O ambiente do lounge das apresentações era clean e ao mesmo tempo extremamente moderno. As paredes da parte de trás do salão, totalmente brancas, continham letras em relevo, também brancas, que eram iluminadas com luzes coloridas sequenciais. As cadeiras, ao meio para o público, eram cobertas por capas que representavam livros, peças e filmes famosos, como “A Bela e a Fera”, “O Pequeno Príncipe” e assim por diante.


À frente havia somente uma enorme parede branca que servia de tela para a projeção dos Power Points. Do lado esquerdo, tomando toda extensão da sala havia um balcão montado pela Gastronomia, que oferecia comestíveis e bebestíveis.


Ao fundo, encontrava-se uma peça de arte moderna concebida e montada pela faculdade de Artes da Anhembi Morumbi. Extremamente interessante, sua forma lembrava uma espécie de fonte, sem jorro, mas com água na superfície, a qual servia de tela para projeções em bolas com nomes de artistas franceses. A aproximação de mãos abertas fazia aparecer imagens de outras obras do artista, e também fotos pessoais apresentando sua história de vida. Interessantíssimo!


À frente, na parede ao lado direito, havia uma lista com os nomes de todos os participantes e professores envolvidos na logística e na programação.


Depois das apresentações fomos a uma exposição preparada pelos alunos da faculdade de Moda, sob orientação de uma estilista francesa, comemorando, assim, o ano da França no Brasil.


Esse local, para nós que não pertencemos ao mundo fashion, era um oásis em meio às outras alas com seus visitantes, como diríamos, um tanto quanto exóticos! Roupas, maquiagem, cabelos propositalmente esdrúxulos competiam entre si. Inúmeros jovens com perfil apropriado às passarelas – rapazes e garotas extremamente altos e magros – desfilavam com olhar fortuito e perscrutador, como que na expectativa de serem descobertos por algum “figurão” do mundo da moda e assim adentrar às portas do sucesso.

Ao final, após termos arrebanhado essas impressões, nos despedimos da mestra querida, de outros professores presentes, de colegas e voltamos para casa, deixando o Reino da Moda para trás.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A Cabana

Terminei de ler o livro "A Cabana", mas não coloquei aqui minhas impressões, como havia dito que faria porque precisei de um tempo para "digeri-las".

Creio que o enredo todo é fascinante e surpreendente, porém, teologicamente falando vejo alguns pontos piscando no amarelo. Não vou citá-los, pois não quero ser vaiada por contar o final da história! No entanto, mesmo com esses "grilos" é uma leitura que vale a pena e nos motiva a chegar mais perto de Deus.

Sugiro a quem for lê-lo que se prepare para o inesperado. Ou melhor... Não se prepare... Porque se o inesperado se tornar esperado perderá o que se espera! Certo? Ou errado?!?!

18/06/09

quarta-feira, 17 de junho de 2009

DEIXO AQUI MEU PROTESTO!


Acabei de ouvir que o Supremo Tribunal Federal aprovou a lei que dispensa a obrigatoriedade do diploma para se exercer a função de jornalista! Não dá para acreditar! Voltei aos bancos acadêmicos para obter esse canudo, sem o qual eu não poderia assinar por uma publicação e agora o diploma é, simplesmente, dispensado!

Acho isso uma enorme injustiça para com todos os profissionais da área de comunicação e um usurpar de quem, por mais que entenda do assunto para o qual escreve, não recebeu a técnica e nem foi treinado para tornar essa comunicação mais eficaz!

Tenho dito!

Iara Vasconcellos
jornalista frustrada!
imagem: http://colorizando.wordpress.com/2009/04/07/journalist-day/

domingo, 14 de junho de 2009

What a night!



Ter assistido ao show de BJ Thomas no "Dia dos Namorados" foi um dos melhores presentes que já recebi. Foi tão gostoso estar ali e ouvir as músicas que embalaram minha infância e adolescência ao lado do meu JM, querido e eterno namorado!

Fiquei emocionada quando ele começou a cantar Gospel Songs. "Amazing Grace" ficou maravilhosa em sua voz. Os clássicos como Rock and Roll Lullaby e Rain Drops Keep Falling on my Head, fizeram a platéia delirar. Entre um gritinho e outro os presentes que eram todos, mais ou menos contemporâneos a nós, balançavam com o ritmo e cantavam os hits com o cantor.

Fomos contemplados com a presença surpresa de Paulo Ricardo, da banda RPM, que cantou três músicas com BJ Thomas. Ele também cantou muito bem.


Foi uma noite muito especial, principalmente para quem admirava o showman desde a adolescência. ele, inclusive, cantou duas músicas, dificílimas e maravilhosas, do Tom Jobim.

Para quem tem menos de 30 e não conhece BJ Thomas, segue uma pequena bio do cantor:

BJ Thomas nasceu em 1942, em Oklahoma, nos Estados Unidos e é considerado um dos responsáveis por estreitar a relação entre o pop-rock e a musica country, alcançando o sucesso em ambos os gêneros nos anos 60 e 70. Começou a cantar ainda criança, em uma igreja em seu estado natal, e seu maior hit é Rain Drops Keep Fallin' on My Head, Hooked on a Felling, Rock’n Roll Lullaby, Long Ago Tomorrow e Oh Me Oh My.

Billy Joe Thomas, nome completo do cantor, se apresenta, dia 11 de junho, no HSBC Brasil. Ele gravou mais de 60 álbuns, faturou os 04 primeiros discos de platina na história do Gospel Americano, ganhou 5 Grammys e vendeu mais de 80 milhões de discos em mais de 50 países (Ele acabou de gravar um CD, o qual pretendo adquirir).

A banda que acompanha BJ é formada por John Sterling Francis (baixo), Larry Dean Chavis (bateria), Tom Wild (guitarra) e Leo Finn (teclado). Alguns componentes estão já há 32 anos na banda.

Postado por Iara Vasconcellos
14/06/09