domingo, 7 de agosto de 2011

Sem limites - resenha -

Sem limites (Limitless) - duração 105'
EUA - 2011
Diretor - Neil Burger
Roteiro - Leslie Dixon
Elenco - Bradley Cooper, Abbie Cornish, Robert De Niro, Anna Friel, Andrew Howard, Johnny Whitworth

A busca pelo conhecimento é inerente ao ser humano. Porém, na maioria das vezes, ela não é um fim em si mesmo, mas almeja o poder. Fausto, de Goethe, o recebeu de Mefistófeles tendo em vista superar o saber de sua época. Esse "presente" veio com o plus de um "gole da fonte da juventude" que o permitiu passar 24 anos sem envelhecer. Nada mal... Não fosse o final da história!

Já em Sem limites, filme de suspense baseado no romance de Alan Glynn, The dark fields, Eddie Morra (Bradley Cooper), um escritor em seca de inspiração descobre o NZT48 que lhe é dado por seu ex-cunhado, após um encontro casual. O "ampliador da capacidade cerebral" faz com que os pretensos 20% utilizados de nosso cérebro atinjam 100% de sua capacidade.

Após a curiosidade ganhar a luta com a relutância, a droga sai do bolso do escritor e é, em flash de Raios X, acompanhada ao ser engolida. Tudo muda... Os efeitos especiais, a fotografia, a luz, a cor e a vida de Eddie que além de escrever seu livro em quatro dias, sai do anonimato, da depressão, da mediocridade e passa a, quase que instantaneamente, dominar assuntos técnicos, falar novos idiomas, fazer cálculos e projeções financeiras cabeludíssimas, lutar como Bruce Lee, Mohamed Ali e, acima de tudo, achar soluções para as mais intrincadas situações da vida. Como se não bastasse, a nova face de Eddie faz com que ele reconquiste a antiga namorada Lindy (Abbie Cornish) e o torna "o mais popular da festa".

Depois de ter se apropriado indevidamente de uma grande quantidade da droga, Eddie que passa a ser perseguido, se preocupa com a possibilidade de ficar sem ela.

O tema cliché do escritor em crise de inspiração dá lugar a uma sequência de novas descobertas. Suas esferas de vida se ampliam e suas ambições se tornam ilimitadas.


Em meio à rápida ascensão, ele descobre que todos os outros consumidores do NZT48, em sua fase de teste, estão morrendo. Mas... Por que a droga não oferece solução a esse impasse?

Entre rostos da nova safra de Hollywood, Robert de Niro, como o milionário Carl Van Loon, mesmo sem estar no papel central, garante a qualidade desse filme que pode ser descrito como um possível quadro do futuro, ou como uma declarada e condenada apologia das drogas.

Confesso que gostei desse filme. Seria uma grande tentação se realmente existisse uma droga que oferecesse tamanha clareza e rapidez de raciocínio, bem como a melhor solução para todo e qualquer impasse da vida. Mas ao mesmo tempo seria apavorante ter à disposição tanto poder, pois creio que ele conduziria a uma arrogância que poderia ser fatal, no momento em que a autosuficiência tentasse assumir o lugar que pertence a Deus.

E você... Já assistiu a esse filme? O que achou? O final surpreendeu? Qual a sua opinião?


Iara Piza Vasconcellos

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O LADO “A” DA POLÍCIA

Feriadão... A cidade de São Paulo estava tranquila. O trânsito estava leve. As pessoas passeavam com seus cães.

Chegávamos a nossa casa ao final da tarde já escolhendo a pizza que pediríamos para o jantar que teríamos com amigos, quando resolvi ir ao supermercado buscar uma sobremesa.

João Marcos, então, saiu do carro e eu assumi o volante. Ele, em pé ao lado do carro pegava suas coisas no banco de trás e se preparava para entrar quando um carro passou por nós, parando uns 2 metros à frente. Olhei para a porta traseira e vi uma arma. Tentei avisar o meu marido, mas não deu tempo. Três indivíduos armados saíram do carro e num instante nos cercaram. Foram pegando tudo que tínhamos: carteira, bolsa, carro. Dois voltaram para o Corolla prata, dois pegaram o nosso Meriva cinza e saíram cantando pneu.

“Bondosamente” os ladrões haviam jogado as chaves de casa ao chão e assim que nos recuperamos do choque inicial corremos para dentro.Tremíamos tanto, que era difícil pensar. Aos poucos nossos corações foram se acalmando e começamos a tomar as providências necessárias como cancelar cartões de crédito, talões de cheque e chamar a polícia. Dois policiais vieram até a nossa casa e disseram que já tinham recebido um comunicado do roubo do carro que os assaltantes usaram para nos roubar. Fomos, então, orientados a fazer um BO e a trocar o miolo das fechaduras, pois as chaves de casa estavam dentro da bolsa que tinham roubado.Meus dois presentes de aniversário, a bolsa e uma máquina fotográfica que estava dentro dela, foram embora, bem como meu celular, óculos escuros, caneta tinteiro e tudo o que se imagina haver dentro de uma bolsa de mulher! Do João Marcos levaram a carteira de dinheiro e a de documentos.

A sensação de invasão é arrasadora e difícil de ser digerida. Diante disso nos lembramos de um ditado usado por nossas avós, mas absolutamente pertinente nos dias de hoje: “Que vão os anéis, mas que fiquem os dedos!”.

E essa experiência nos levou a conhecer uma parte da sociedade com a qual não convivíamos até então... A polícia.

Fomos inicialmente fazer o BO na 27ª Delegacia de Polícia, no Campo Belo. Ali fomos atendidos pela escrivã Gislene Volpini, que foi muito eficiente e gentil, nos orientando a marcar um horário no Poupa Tempo para darmos início ao pedido de segunda via de nossos documentos.

A segunda experiência em delegacia deu-se na 35ª, no bairro do Jabaquara. Fomos avisados de que a minha bolsa havia sido localizada no veículo utilizado para nos assaltar. E lá fomos nós... Ali conhecemos o proprietário do carro Corolla prata.

O soldado André, da Polícia Militar foi quem nos contatou ao telefone e permaneceu ao lado o tempo todo, enquanto se fazia a devolução dos meus pertences na delegacia. A escrivã, Alessandra de Oliveira, passou longo tempo relacionando os objetos da bolsa que iam sendo devolvidos. Paciência e eficiência ela tinha de sobra.

Enquanto isso, aguardávamos com expectativa que o carro e os documentos do João Marcos aparecessem. Mais um dia se passou até que, na madrugada de sábado recebemos outro telefonema da polícia comunicando que o carro fora localizado e que precisávamos buscá-lo.
E lá fomos nós, novamente, à 35ª Delegacia e ao Batalhão da Polícia Militar às 3h30min da madrugada. Ali conhecemos o sargento Ricci, o soldado Gobo, o cabo Eduardo e o soldado Alves. Com toda cortesia fomos transportados de viatura até o local onde os soldados, Montoro e Neto, guardavam o carro e aguardavam a nossa chegada com a chave para abrir o veículo.

O carro encontrava-se na Rua Salvador Iacona, 243, localizada no Jabaquara. Chegando ali verificamos que o carro estava “inteiro”, faltando apenas o estepe e o som. Saímos de lá com um carro de polícia à frente, e com o outro atrás. Assim conduzidos atravessamos a favela da Rua Alba (local que às 4h da manhã parecia ser 16h da tarde, de tão movimentado que estava!).
Na 35ª Delegacia, o investigador Felipe Mascaro nos recepcionou e deu todas as informações necessárias para nos tranquilizar quanto aos próximos passos a serem dados. O escrivão Jorge Yuassa também foi rápido e preciso o que agradecemos devidamente, principalmente por ser por volta das 5h da manhã.

O susto que levamos com esse assalto fez com que refletíssemos sobre a nossa vulnerabilidade e nossa dependência de Deus. Ele foi muito bom para conosco. Já o agradecemos muito, pois estamos vivos e bem.

Somos, também, muito gratos a todos os policiais que nos assistiram e orientaram em todo o processo. Sabemos que há profissionais bons e maus em todas as profissões. Mas naquele feriado prolongado tivemos a oportunidade de conhecer cidadãos dignos e educados que nos orientaram e ajudaram a atravessar aqueles momentos aflitivos. A Bíblia diz que devemos honrar a quem merece honra, então esta matéria tem por objetivo verbalizar nossa gratidão primeiramente a Deus, mas também a esses profissionais que diariamente arriscam suas vidas pelo bem da comunidade.

domingo, 15 de maio de 2011

Os cachorros deviam ser como tartarugas... E viver até os 100 anos de idade!

Deus ama os animais, caso contrário ele não os teria salvaguardado no dilúvio. Ele criou a todos - um por um, e depois na arca durante o dilúvio, os preservou de dois em dois. Alguns para que admirássemos, outros para que temêssemos e outros ainda, para que amássemos!


Há estudos científicos comprovando que os pets contribuem para equilibrar a afetividade do ser humano. Muitos deles são parceiros de profissionais da área de saúde e os ajudam a estimular e animar a vida de pessoas idosas, de pessoas com necessidades especiais e de crianças.

E além dessa nobre função, eles chegam a nossos lares, e aospouquinhos, vão conquistando os corações de cada membro da família. Há casos de pessoas que a princípio são contra criar animais em casa, e suas justificativas vão desde o trabalho que dão a medo de envolvimento e perda. No entanto, logo, logo elas são cativadas e o antagonismo se transforma em acolhimento.


Aos poucos, eles vão conquistando e ocupando um enorme espaço em nossos corações. Como todo privilégio implica responsabilidade, o fato de ter alguém que nos espera e faz sincera festa quando chegamos; que se enrosca em nossos pés quando está frio; que sobe em nosso colo no sofá da sala; que lambe nossas lágrimas quando choramos; que late quanto algum suspeito ronda nossas casas e chega a atacar se fizer qualquer movimento mais brusco em nossa direção. Tudo isso, e muito mais nos dão enquanto estão conosco em troca de carinho e cuidado


Com o tempo, a amizade acaba virando parentesco. Nós achamos que eles pensam ser gente, mas eles têm certeza disso! A intimidade que desenvolvemos faz bem aos nossos corações e nos faz sentir amados e aceitos.

E como tudo na vida tem começo e fim, o inevitável acaba acontecendo. Lágrimas quentes e angustiadas correm de nossos olhos e de nossos corações. Como é difícil a separação! Como dói... Porém, nenhuma dor será tão forte, que não compense a alegria com que nos presenteiam.



Este texto, Shadow, é dedicado a você, querida amiguinha que chegou a nossa casa e arrebatou nossos corações. Todos estes 14 anos com você foram especiais. A cada viagem que fazíamos deixávamos “pelos de Shadow” pelos lugares em que passávamos, pois inevitavelmente algum pelo preto, ou branco, iam colados a nossas roupas. Em cada dia nos lembrávamos de você. Depois, ao chegar a casa sua festa quase nos sufocava de alegria e, literalmente, rolávamos no chão para comemorar a nossa volta.



Agradecemos muito a Deus por ter nos dado você de presente e nos ajudado a desenvolver uma afetividade que não conhecíamos.
A perda rasga nossa alma e afeta nossas emoções. Porém, o mesmo Deus que criou e preservou os animais compreende nossa dor e certamente nos ajudará a atravessar estes momentos de dor.


Ah... Que bom seria, se os cães fossem como as tartarugas...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Falou pouco, mas falou bem!



Ditado imbatível esse, mas raramente aplicado a políticos. No entanto, a exceção é feita com a ex (e futura) candidata à presidência, Marina Silva.

Em tempos de aprovação do novo código florestal lembrei-me de um discurso proferido por Marina, pouco antes das eleições presidenciais de 2010.


Ao iniciar seu discurso, Marina perguntou:


- Que tipo de país você deseja que o Brasil seja?


E, em seguida, ela foi fazendo várias colocações, utilizando seus pontos de vista, os quais ao mesmo tempo faziam parte de sua plataforma de governo:

Queremos um país que seja:



  • Economicamente próspero


  • Socialmente justo


  • Politicamente democrático


  • Ambientalmente sustentável

O Brasil, hoje, possui:



  • 11% do total da água doce do mundo


  • A maior floresta tropical do globo


  • Uma biodiversidade com 22% de todas as espécies vivas do planeta

Enfim, resumindo, queremos:



  • Saúde


  • Segurança



  • Educação



  • Moradia digna



  • Riquezas obtidas sem destruir os recursos naturais.
Romanos 8.19 diz que a própria natureza geme esperando ser resgatada. Ela, que tem sido devastada pelo ser humano, só confia em Deus e nele espera .



E nós? Que país queremos ter?



Imagem: tiagovalenciano.wordpress.com

segunda-feira, 11 de abril de 2011

BEDA - Sabedoria não tem idade!

Beda (672 - 735) foi um inglês nascido no século VII e morto no século VIII, por ocasião das conquistas anglo-saxãs da Inglaterra celta. Depois da queda do Império Romano, a população da Inglaterra diminuiu consideravelmente e vários povos passaram a lutar por sua posse. Nesse contexto Beda viveu. Ele foi um monge anglo-saxão do mosteiro de Jarrow. Entre seus escritos encontram-se princípios relacionais e empresariais preciosos, que são muito atuais hoje .




O filósofo, mestre e doutor em Educação, e professor da PUC/SP, Mario Sergio Cortella, costuma citar o "Venerável Beda", em suas palestras. Falando dos tempos atuais e suas características, como a rapidez de informação, a concorrência e a necessidade premente de competência. Algumas das máximas de Beda são: Há três caminhos que levam ao fracasso:




1. Não repartir o que se sabe




2. Não praticar o que se ensina




3. Não perguntar o que se ignora




E, por outro lado, há também, três caminhos que conduzem ao sucesso. E é só tirar a palavra NÃO da frente das frases anteriores:




1. Repartir o que se sabe




2. Praticar o que se ensina




3. Perguntar o que se ignora




E há, também, três características que devem ser aprendidas, entendidas e aplicadas durante a vida para que possamos desfrutar de um equilíbrio emocional que contribuirá grandemente para que possamos enfrentar as diversas situações da vida:








1. Generosidade mental


2. Coerência ética



3. Humildade intelectual




A própria Bíblia contém base para esses princípios, e como um monge que ganhou o título de "venerável", Beda, certamente a lia e inspirava-se nela!




Imagens:


pt.wikipedia.org


alexandrinabalasar.free.fr



sexta-feira, 18 de março de 2011

Oops & Uai!

A segurança de Obama não permitiu que ele falasse ao vivo e em cores na Praça da Cinelândia, mas o liberou para que usasse o Teatro (Municipal) da Cinelândia. E não é que será melhor mesmo! No site do Terra saiu a foto de algum revoltado ultrapassado, desinformado e... bocomoco (Lembra dessa palavra?! É realmente a cara da pessoa que faz esse tipo de coisa!) que jogou um coquetel molotof na guarda de segurança do presidente americano.
Só que esse antiamericanismo já está tão fora de moda! Não é mais época desse tipo de coisa! Todos começam a perceber que o Brasil está crescendo, que não é mais um simples adolescente, mas um jovem que conseguiu estudar um pouco mais, obter seu diploma e levantar seu próprio sustento. Então, atos desse tipo não combinam com nossa realidade e me fazem lembrar de filmes antigos sobre a II Guerra Mundial, em que por terem sido abandonados em alguma ilha do Pacífico (mesmo após a Guerra ter terminado), e ficado sem qualquer tipo de comunicação com a sociedade, dois soldados, um americano e um japonês continuam a lutar e a montar armadilhas um para o outro. Só que, enquanto isso, o mundo celebra o fim da Guerra.

É... O desconhecimento conduz a sofrimentos! Por isso devemos aproveitar o hoje e transformar nossa carga de informações em conhecimento para que resultem mudanças e maior aproveitamento da vida. Caso contrário... A informação perde sua função e seu efeito!
Esperemos que as lembranças levadas por Barack Obama do Brasil sejam mais positivas e mais agradáveis do que essa!

Fotos:
Coquetel molotof: www.terra.com.br/portal/

quinta-feira, 17 de março de 2011

O presidente Barack Obama na Cinelândia?

No sábado, 19 de março de 2011, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama deverá chegar ao Brasil. Um de seus compromissos (pasme!) será discursar na Cinelândia, bairro do Rio de Janeiro, famoso pelos políticos que ali tomam a palavra e se dirigem ao povo.

Esta visita do presidente americano ao Brasil tem, além do caráter comercial (o Brasil como um futuro exportador de petróleo que é independente, separado da OPEP) também tem um toque de nostalgia e romance.


Em sua biografia, "A origem dos meus sonhos", Obama conta que sua mãe (Ann Dunham, mulher branca, americana) assistiu o filme "Orefeu Negro", que no ano de 1959 ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro e a Palma de Ouro em Cannes. O filme foi feito a partir da peça teatral "Orfeu da Conceição" de Vinícius de Moraes. Nesse filme dirigido por Marcel Camus (co-produção entre Brasil e Itália) Agostinho dos Santos (cantor carioca já falecido) cantou a famosa música tema Manhã de Carnaval (Manhã, tão bonita manhã...) de Luiz Bonfá e Antonio Maria. Ann Dunham saiu do cinema extasiada, dizendo que o filme tinha sido a coisa mais linda que ela já tinha visto!


Depois disso, o presidente na maior potência do mundo acrescenta que sua mãe, logo depois, foi estudar no Haway. Lá chegando, conheceu na escola um jovem negro queniano, com quem acabou se casando. E algo muito interessante é que havia, realmente, uma grande semelhança entre o brasileiro, Breno Mello, intérprete do Orfeu no filme, e o africano proveniente de Quênia, que se tornou pai do atual presidente dos Estados Unidos.

Mais tarde, nos anos 80, o filme tornou passar em Nova Iorque e, dessa vez, a mãe de Obama convidou o filho para assistir com ela. No meio do filme, ele conta que olho para o rosto da mãe e viu que ela estava chorando de emoção. Naquele instante, ele entendeu porque uma mulher tão branca, como sua mãe, havia se casado com um homem tão negro, como o seu pai.


Além de emocionante e pitoresca, esta história aponta a possibilidade de que se Vinícius de Moraes não tivesse feito essa adaptação do mito grego de Orfeu (que tocava lira e com ela amansava as feras e, ao final, consegue resgatar sua esposa, Eurídice, do inferno, após ter sido picada por uma serpente - http://recantodasletras.uol.com.br/ensaios/1035305) e a deixado com "cara tupiniquim, ou melhor, de Zumbi", é provável que o presidente Barack jamais tivesse nascido.

Mais uma vez as telas influenciam a vida e mostram a importância e o poder da comunicação! E amanhã, a Cinelândia conhecerá alguém que, pelo menos de filme, já a conhecia!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

HO! HO! HO!

Há muitos que não apreciam o Natal e por diversas razões. Uma delas refere-se ao dia 25 de dezembro. Como não se sabe ao certo quando Jesus nasceu, estabeleceu-se, em nível mundial, essa data. Mas podia ter sido 5 de março, 17 de setembro, 2 de outubro ou qualquer outra. O importante é que tenhamos um dia para celebrar Sua vinda.

Como tudo na vida o Natal também pode ser visto por vários ângulos. Eu optei por curtir a época e absorver o que ela tem de melhor. Tudo fica colorido, as pessoas se tornam mais humanas, há mais sensibilidade no ar.

Acredito, também, que a exuberante decoração natalina não conflita com o verdadeiro Natal, que é a vinda de Jesus ao mundo para nos salvar. Pelo contrário. Podemos mostrar, através de uma bonita decoração, nosso apreço e carinho pela data. Gosto do Papai Noel, das cores, da árvore de Natal, dos enfeites, das músicas, dos pratos típicos, dos presentes, enfim... As fotografias, ao longo desta matéria, foram tiradas da nossa casa, já "vestida" para o Natal.


Segue, também, uma matéria sobre o dia escolhido para o Natal, escrito por Jaime Kemp e complementado com a origem do Papai Noel, da árvore, dos presentes e dos cartões de Natal. Desejo, do fundo do coração, que você tenha um verdadeiro Natal e que ele seja muito feliz e, sem neuras!
Ho, ho, ho!



É certo comemorar o Natal?


O Natal moderno, como seus costumes coincide com uma antiga festa romana, a "Saturnalia". No século 4, o imperador romano Constantino declarou o Cristianismo como a religião oficial do Império Romano e proibiu os cultos pagãos.

A impressão que tenho de Constantino é a de que ele era um homem muito perspicaz, um diplomata capaz de compreender a natureza humana como ainda nenhum outro imperador conseguira fazê-lo. Receoso de uma reação pública contrária ao seu decreto de banir a "Saturnália, ele declarou que as festividades continuariam a ser come-moradas anualmente, porém sob novo enfoque, com outro sentido.




O velho feriado pagão foi, então, transformado em celebração pela vinda de Jesus Cristo ao mundo, o evento mais importante da História Humana. Creio que o mais importante é a comemoração em si. Nem sempre comemo-ramos os aniversários de nossos queridos no dia certo, não é? Mas o importante é separar um momento para honrá-los com nossas lembranças e presença. Com o passar do tempo, a associação da data cristã à festa pagã foi enfraquecendo e desvaneceu-se, perdendo-se de vista e de sentido.



Apesar das origens seculares do feriado natalino, particularmente não tenho objeção alguma a essa comemoração, porém respeito o ponto de vista de quem não partilha de minhas convicções.

Em minha mente, nosso entendimento sobre o evento é o que realmente importa. Não acredito, sinceramente, que nenhum de nós hoje em dia, corra o perigo de ser seduzido pela adoração a um deus romano! Para nós, há uma ameaça mais perigosa e mais séria nos fortíssimos apelos do materialismo e do secularismo. Esses "deuses", sim, tem seu lugar de extremo destaque na época de Natal. Quanto às formas de celebração, deixe-me fazer algumas colocações:



- Árvore de Natal

Há várias histórias sobre a origem da árvore de Natal. Uma delas é que o próprio Martinho Lutero (líder da Reforma Protestante), certo dia caminhava à noite e olhou para o céu estrelado através de uma árvore. Ele estava refletindo sobre uma forma concreta de celebrar o Natal com a família, de forma atraente a seus filhos. De repente, ao olhar aquela árvore com as estrelas brilhando ao fundo, pensou em uma árvore com velas brilhando, imitando as estrelas. Ele, então, cortou uma árvore do bosque, levou-a para casa e, juntamente com os filhos a decorou com frutas, laços coloridos e finalmente com velas que acendia às noites, enquanto conversavam sobre a vinda de Jesus, que trouxe luz às nossas trevas, como aquelas velas representavam.

Podemos escolher como enxergar nossos costumes. Podemos até desconhecer suas origens. Porém, podemos também, escolher a melhor forma de utilizá-los. Assim, a árvore de Natal sempre poderá nos lembrar de Jesus, a Luz que veio ao mundo para iluminar a escuridão de nossos corações.




Cartões de Natal


No ano de 1844, um famoso artista chamado William Dobson de Birmingham, na Inglaterra, utilizando seu talento, começou a pintar cenas natalinas e a escrever mensagens de teor espiritual para dar a seus amigos na época de Natal. Os primeiros cartões fizeram muito sucesso. No ano seguinte, Dobson fez cópias litografadas de seus cartões e continuou a presentear com eles. A ideia se espalhou rapidamente. A proclamação dos anjos, por ocasião do primeiro Natal, também foi um difundir da mensagem de salvação, descrevendo o real sentido do Natal:


"O anjo, porém, lhes disse: Não temais: eis aqui vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo. É que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor"

Lucas 2.10-11



Os cartões de Natal, então, nos lembram o espalhar dessa boa nova! Um é comunicação escrita, o outro verbal e musical. Mas ambos são formas de comunicação.




- Papai Noel e presentes de Natal


De acordo com a tradição, o primeiro Papai Noel chamava-se Nícolas, um homem muito rico e religioso, que viveu na Ásia Menor, no século IV. Ele dava, secretamente, grandes somas de dinheiro aos pobres e às crianças. O costume de presentear, no entanto, data da época dos sábios que foram visitar a Jesus, em seu nascimento. Se pararmos aí, porém, omitiremos a outra parte da história. Dar presentes teve sua origem primeira, na eternidade, quando Deus por amor à humanidade "... deu Seu filho Unigênito, para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3.16). Podemos, então, dizer que os presentes de Natal nos reportam ao presente JESUS, trazendo aos nossos lábios a própria Escritura: "Graças a Deus por Jesus - sua dádiva indescritível!".

O Natal deve ser uma data separada carinhosamente para celebrar valores espirituais, para rememorar valores familiares e para focalizar a atenção na principal razão dessa festividade - JESUS CRISTO.
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Muitas pessoas têm perguntado as fontes de meus enfeites de Natal. Elas são muitas, desde longe como de Nova Iorque, Haway, Europa e até de bem pertinho, da Noel Fest (A Rua Joaquim Nabuco, aqui no Brooklin onde moramos, é fechada para essas feiras de artesanato), do bazar de Natal da Igreja Batista do Morumbi e de uma loja muuuito especial, chamada Empório Country, que fica na Rua Ministro José Gallotti, 76, perto da Igreja do Brooklin. A proprietária, Celina, tem um bom gosto incrível! Durante o ano, como a loja é de decoração e artesanato, há sempre sugestões para presentear, ou para deixar nossas casas mais bonitas e aconchegantes. Quem tiver um tempinho deve ir lá conferir.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Refletindo sobre a Beleza

Estudei e pesquisei esse assunto que apesar de parecer superficial, não é, pois surgiu com o homem, antes do início da escrita e fazendo-se notar nos desenhos rupestres, das cavernas, onde havia até representações coloridas, como no complexo de cavernas Lascaux, na França.

Depois, cada povo foi desenvolvendo seus próprios padrões de beleza. A beleza ocidental é representada pelos gregos, na Antiguidade. Culto ao corpo e à beleza. Pode-se aprofundar esse tema com os estudos sobre a Estética.

Paralelo aos padrões surge, também, o preconceito contra os que ficavam fora daqueles princípios.

Umberto Eco escreveu um livro fantástico chamado História da Beleza, em que ele reconstrói as múltiplas idéias sobre a beleza desde os tempos de Pitágoras – que nasceu entre 570 e 571 aC - até os dias de hoje. Ele aborda conceitos de beleza e suas transformações através dos tempos, incluindo o belo no geral, desde a Beleza da natureza, das flores, dos animais, dos corpos humanos, dos astros, da luz, das sombras, das cores, das pedras preciosas, da moda e por aí afora.
Vemos as alterações de padrão entre as culturas, e até numa mesma cultura, os conflitos existentes.
Nas artes estudamos as tendências de mais luz, menos luz, mais cor, menos cor, mais sombra, menos sombra, mais realismo, mais abstração, mais imaginação, mais representação etc.

A Bíblia, também, o mais famoso dos livros, trata da beleza em seu amplo espectro. No Antigo Testamento, a descrição da construção do tabernáculo, no livro de Êxodo, é algo de rara beleza. Cada material é citado com detalhes, desde o espesso veludo até as partes de ouro, prata, cobre, madeira etc. Entre muitos outros aspectos da beleza há também, na Bíblia, um recado específico para as mulheres em 1 Pedro 3.3-4, dizendo-lhes para irem além do físico, desenvolvendo um espírito manso e tranquilo.

E em todas as épocas encontramos os belos feios e os feios belos. Pessoas cujas estampas se encaixam perfeitamente dentro do padrão de beleza, que são focos de admiração e de inveja, mas que basta um simples abrir de boca para torná-las pessoas feias devido a um vocabulário torpe, ou mesmo por um traço desprezível de caráter. E, o inverso também ocorre, quando uma pessoa não se encaixa nos padrões de beleza adotados pela sociedade em que vive, mas que possui uma beleza de alma e uma candura notáveis, que a torna amada em seu círculo, a ponto de sua feiúra deixar de ser até percebida.

Com isso, fechamos um pouco mais o tema e nos atemos a dois tipos de beleza, a exterior e a interior e uma influencia a outra.

Há um livro que se chama “A mulher fascinante”, escrito por Helen Andelin. O livro está esgotado, e o meu foi emprestado e nunca mais voltou... Já aconteceu isso com você? Pois é... Bom, o livro focava essas duas formas de beleza de uma forma espetacular. O foco era a história de um rapaz que se relacionava com duas mulheres. Uma chamava-se Humana e a outra Angélica. Ele amava as duas profundamente, mas quando estava com uma, depois dos primeiros minutos de convivência, passava a desejar ardentemente estar com a outra. Uma era linda, de traços e corpo. Vestia-se e maquiava-se de forma marcante, era extrovertida e sensual. A outra, Angélica, era o oposto. Não usava maquiagem, suas roupas eram simples e recatadas, era calma e mais ouvia do que falava. O intuito do livro era mostrar que a mulher fascinante seria uma amálgama das duas em que, uma ou outra, aflorasse de acordo com as situações e épocas da vida. Mostrava, também, que o homem que tivesse uma mulher assim, estaria realizado.

Bom, guardando as devidas proporções, acredito que esse seja o ideal de beleza de todos os tempos! A beleza interior aliada à exterior. Sendo que a interior possui mais peso, pois com o passar dos anos será ela que permanecerá.

Com isso em mente, creio que toda mulher, casada ou solteira, precisa se cuidar. Por e para si mesma e pelos que a rodeiam. E esse cuidar refere-se a essas duas importantes esferas, interior e exterior.

O cuidado interior, então, vai desde a ampliação da cultura, do perceber-se em termos de temperamento e personalidade, detectando pontos fortes e investindo neles, e também os pontos fracos, procurando desenvolvê-los, dominá-los, treiná-los, ou mesmo aceitá-los, caso não haja o que fazer para melhorá-los. Nessa esfera também devemos cuidar dos nossos relacionamentos. Paz na vertical, com Deus e, na horizontal, com nossos semelhantes, sejam eles familiares (cônjuge, filhos etc.); escolares, profissionais, de amizade ou, seja qual for o âmbito desse relacionamento.

Gary Chapman, um autor americano, escreveu uma série de livros sobre relacionamentos, chamada “As 5 linguagens do amor”. Ele mostra que cada um de nós tem, no mínimo, uma linguagem do amor. Se não falarmos a linguagem do nosso próximo (seja em que nível for de relacionamento), não poderemos transmitir-lhes nosso amor, admiração etc. de forma que ele entenda. E vice-versa. Se falarem conosco em uma linguagem que não entendemos, também deixaremos de receber a mensagem que nos seria transmitida de forma compreensível, caso nos fosse comunicada em uma linguagem que pudéssemos entender.
Enfim, é necessário adquirir sensibilidade a ponto de entender e ser entendido, para que haja uma boa comunicação, pois ela também é um fator importantíssimo em nossa beleza interior. Uma boa comunicação traz paz e equilíbrio que reflete em nosso físico, através do olhar, da postura corporal e até do andar. É preciso, portanto, procurar meios de desenvolvê-la.

O mesmo raciocínio é válido para a beleza exterior. Devemos, dentro de nossas posses e possibilidades, lidar com o que não gostamos em nós mesmos:
• Se tivermos cabelo liso e preferirmos o crespo, podemos fazer permanente.
• Se o cabelo for crespo e o preferirmos liso, podemos fazer uma escova progressiva.
• Se você for baixinha (como eu) pode usar um salto mais alto.
• Se não gostar do formato do nariz, e tiver posses, deve-se fazer uma cirurgia plástica, ou recorrer a truques de maquiagem, que sempre ajudam.
• Enfim, o que podemos fazer, sem ofender a nós ou aos outros, devemos fazê-lo.

Há pessoas religiosas que receiam fazer procedimentos desse tipo, por acharem ser falta de aceitação da forma que Deus os criou. Mas não creio que seja assim. Um cirurgião plástico extremamente competente e habilidoso me contou que um de seus médicos assistentes é cristão e lhe disse que Jesus também foi cirurgião plástico, pois “colou” a orelha do soldado de quem Pedro havia decepado (o soldado desviou mais rápido que Pedro, senão... Rs, Rs, Rs...). E por aí vamos...

Em última instância, creio que a pessoa que tem um relacionamento pessoal com Deus, que confia nele e o busca para enfrentar seu dia a dia, seja este como for, também é agraciada com uma paz interior que contribui grandemente para sua tranqüilidade de alma, a qual influencia grandemente sua aparência e comunicação.

É isso... Vamos então caprichar!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O Capitalismo não é uma maravilha, mas o outro ismo consegue ser ainda pior!

Um professor de economia disse na universidade que ele nunca havia reprovado um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.

Esta classe em particular tinha insistido que o Socialismo realmente funcionava, pois ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e “justo”.
O professor então disse:
- OK. Vamos, então, fazer um experimento socialista nesta classe... Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.

Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe e, portanto, seriam “justas”. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...

Depois que a média das primeiras provas foi tirada, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram menos ainda - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma! Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos...

Como resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um "F".

As notas não voltaram aos patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe.

A busca por “justiça” dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos foram reprovados... Para sua total surpresa!
O professor, então, explicou que o experimento socialista tinha falhado porque foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso da situação na qual o experimento tinha começado.

"Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso também é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas, quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas de alguns, sem seu consentimento, para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."
Esta experiência torna claras as verdades a seguir:
  • É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punam os ricos por sua prosperidade.
  • Para cada pessoa que recebe sem trabalhar é preciso que haja outra pessoa que trabalhe sem receber, pois o governo não pode dar a alguém se não tirar de outro alguém.
  • Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar porque a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
  • É impossível multiplicar uma riqueza dividindo-a!

Recebi este texto de um amigo, Claudio Duarte, pela Internet. Achei-o interessantíssimo e perguntei se poderia colocá-lo “nesta cesta”. Ele, então, gentilmente escreveu fazendo a mesma pergunta para a pessoa de quem o tinha recebido (Renato Hardt). Este, por sua vez, comunicou que também o tinha recebido de outra pessoa, mas que esta possuía os dados do escritor. Ao final desta corrente chegamos ao início da meada, ou melhor, do texto.
Que bom! Há inúmeros casos na Internet em que o autor simplesmente deixa de ser citado e, consequentemente, vários textos passam a percorrer o espaço digital totalmente no anonimato, o que é um crime!
Então, com muito prazer, registro aqui o título original e o autor deste texto: "Um Experimento Socialista" - Escrito pelo pastor batista Adrian Rogers em 1931.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Cobre, ouro, lágrimas e esperança

Recebi o texto abaixo de uma amiga, Rosana Brandão. Ela, por sua vez, o recebeu do próprio autor, Fábio Henrique Secomandi.
Eu estava para postar alguma coisa sobre aqueles homens que estão presos na mina de ouro e cobre no Chile, pois fiquei emocionada ao ver, na televisão, uma matéria que dizia que eles estão se organizando em equipes e revezando papéis e funções. As equipes têm o intuito de estimulá-los mutuamente, dando-lhes responsabilidade e mantendo suas mentes ocupadas e direcionadas a algo de útil. Uma delas deve trabalhar para manter a moral do grupo o mais elevada possível. E é impressionante como estão procurando segurar a sanidade e reter a esperança. Creio que saindo de lá poderão dar aulas de sobrevivência!

E era isso que estava em meu coração e mente, quando chegou a mensagem abaixo. Coincidência? Não creio! Então, mandei um email para a Rosana que, prontamente me colocou em contato com o autor do texto, e dele recebi a devida autorização para fazer esta postagem. Segue, então, o texto que tocou fundo em meu coração. Espero que também toque o seu.


Obrigada, Rosana, obrigada Fábio.

Ontem assisti no Globo News, a reapresentação do Fantástico, que começou com a reportagem sobre o desmoronamento daquela mina de Cobre no deserto do Atacama, no Chile. Na semana passada, após 17 dias de perfurações, equipes de resgate do Chile localizaram 33 operários da mina parcialmente desmoronada. Eles estão presos a uma profundidade de 700 metros. Nos 17 dias anteriores à chegada da sonda, dividiram a comida e os medicamentos que havia; e também formaram três grupos disciplinares para manter o controle tanto emocional quanto físico.

A repórter Sônia Bridi, que esteve lá, resumiu a questão da seguinte forma: Fica difícil saber se são as famílias acampadas no solo que estão encorajando os operários soterrados, ou são estes que as estão encorajando lá de baixo. O resgate está previsto para daqui a 4 meses, e o Chile receberá o apoio técnico de médicos e especialistas da NASA para os cuidados com os 33 heróis soterrados.
O contato com eles acontece através de uma sonda de 7 cm de diâmetro. As equipes precisam encontrar um jeito de enviar diariamente 2000 Kcal de alimento por este orifício, o único disponível por enquanto.

Nesta semana os operários já estão recebendo 800 Kcal por dia. Enquanto as equipes revisam as cartas escritas diariamente pelas famílias, para que não haja nenhuma queda emocional além da que os operários estão experimentando, ontem pela manhã, chegou para eles o consolo em tamanho um pouco menor que 7 cm. Uma pequena Bíblia desse tamanho foi levada por um pastor, para ser enviada pela sonda. Ele teve o cuidado de passar marca-texto nos trechos que falam sobre esperança e consolo.
Emocionado, ouvi Sônia Bridi ler trechos do Salmo 40, que diz:

“Coloquei toda minha esperança no Senhor; ele se inclinou para mim e ouviu o meu grito de socorro. Ele me tirou de um poço de destruição, de um atoleiro de lama; pôs os meus pés sobre uma rocha e firmou-me num local seguro”
(Salmo 40. 1-2).

É incrível como a Bíblia pode ser tão específica. As respostas sempre estão todas lá. Num momento de tamanha incerteza e até desânimo, a palavra de Deus, escrita há milhares de anos, de repente parece ter sido escrita ali na hora, para ser colocada na sonda! Isto não é fantástico, ou melhor, Divino?
Era mais de meia-noite e eu fui para a cama em seguida, enxugando as lágrimas de emoção, pela certeza de que Deus está conosco. Seja no mais profundo abismo, seja nos altos céus, jamais estamos a sós!


Ótima semana a todos!

Fábio Henrique Secomandi


Crédito das imagens

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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Tal governo, tal povo!


O horário eleitoral começou e Dilma Roussef conta com o presidente Lula como âncora e cabo eleitoral. A “passagem de bastão” entre ambos está, aparentemente, sendo uma transição tranquila e programada.

Apesar de nas entrevistas feitas ao vivo Serra ter se saído melhor, o inegável carisma de Lula continua a despejar votos na urna de Dilma.

Deixando um pouco de lado os petistas e os tucanos mais famosos do momento, vamos voltar nosso olhar para as fichas dos candidatos aos cargos menos glamourosos.

Segundo o www.globo.com do dia 28/07/2010, no estado do Maranhão nenhum dos candidatos foi barrado pela Ficha Limpa. Sério! Isso ocorreu porque os justos juízes maranhenses não consideraram a lei Ficha Limpa retroativa. Com isso todas as fichas foram anistiadas. E, no estado do Pará, somente dois ilustres desconhecidos foram impugnados, ficando fora do “alvo rol”.

Vivemos, como diz Arnaldo Jabor, famoso cineasta brasileiro e comentarista da Rádio CBN, em um país facetado. Há o país do progresso e do futuro, mas também continua a existir firme e forte o Brasil dos coronéis. Uma bolsa família, um abraço compram votos. Não é o melhor programa, liderança e nem a capacidade de solucionar problemas que contam para esta eleição, mas sim o paternalismo (ou maternalismo!). Perspicazmente percebeu-se que uma autoestima elevada (seja lá por que método...) responde com votos.

Gostaria muito de dizer que o povo como um todo está mais esclarecido, mais lúcido, mais politizado. Mas isso só ocorre a uma minoria residente nas capitais das grandes cidades, ou a quem conseguiu ascender por esforço próprio ou por sacrifício de alguém que, muito provavelmente, privou-se até de refeições para patrocinar o sonhado “lugar ao sol!” para a segunda geração. São heróis e heroínas das periferias, que despontam entre tantos conformados e enrolados pela própria origem.

Nessas horas em que colocamos os pés no chão, nos lembramos de que séculos atrás, em um país distante, vários reis se sucederam fazendo o que era mal aos olhos do Senhor. Porém, quando o reino passava àqueles monarcas que resolviam seguir o exemplo de Davi e buscavam caminhar dentro dos preceitos das Escrituras, seu governo era agraciado com justiça e paz.

Exemplos disso são o rei Josafá e o rei Josias, que se afastaram da corrupção, da violência e desonestidade e buscaram viver seguindo os preceitos do Senhor.

Que nosso futuro governante, seja ele, ou ela, quem for, perceba, entenda, capte essa estratégia e busque em Deus o sábio conselho, as diretrizes de vida e de liderança para assim conduzir o povo brasileiro a um patamar mais justo, mais decente, mais humano.

Pois, querendo ou não, cada povo acaba sendo reflexo de seu governante!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

E dá-lhe frio...

Fim de semana do dia dos namorados, 11-13 de junho de 2010, a cidade de Campos do Jordão recebeu inúmeras revoadas de pombinhos. E nós estávamos entre elas.

Ficamos na mesma pousada (Appenzell – longe o suficiente do centro - para o barulho não incomodar, mas perto o suficiente para ir a pé), fizemos várias vezes o mesmo percurso até o centrinho de Capivari, fomos a novos e a velhos restaurantes. Compramos luvas, meias e gorros...

O frio estava intenso, mas por alguma razão inexplicável, passar frio em Campos é diferente. É charmoso... Curtimos bastante, comemos bastante, andamos bastante, nos agasalhamos bastante!

Seguem as fotos - “nós e o frio” de + ou - 5 graus. De madrugada chegava a zero ! Brrrrr!

A pousada
"Appenzell"
















Marido "Iskavurska" congelado...























Marido "lorde inglês" congelado
















Esposa "Channel" congelada






























Esposa "esquiadora" congelada
Nosso final de semestre, já com fôlego curto, acolheu este final de semana com muita gratidão a Deus pelos momentos de alegria e descontração. Domingo à tarde voltamos para o "calor" de Sampa, mais gordinhos, mais descansados, mais felizes!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

H2Horas

H2HORAS foi esse o nome do projeto que incluiu livro e Cd lançados na Casa das Rosas, dia 01 de junho de 2010, às 19:30h.

O projeto é uma obra coletiva, com o tema “tempo”, realizado pelo site cultural Cronópios, em dezembro de 2009. Os poemas, frases e poesias que participaram deram início a uma antologia digital que virou filme, livro e documentário. Pipol foi o diretor e editor, juntamente com Egle Spinelli, uma de minhas queridas ex-professoras da facul.

O tema dos poemas é mais do que atrativo, ele magnetiza a todos que passam por este mundo. O mistério do tempo foi muito bem representado tanto no livro, como nos filmes, que acompanharam o conteúdo e as capas dos livros, levando ao conhecimento do público presente ao lançamento na Casa das Rosas, o projeto artístico social “Dulcinéia Catadora”.

Esse projeto é derivado de um “irmão mais velho” da Argentina, convidado a participar da Bienal em São Paulo. De lá para cá, a artista plástica Lucia Rosa tem se dedicado a esse projeto.

Segundo o site do projeto Dulcinéia Catadora, ele possibilita convivência entre pessoas com origens, atividades, experiências e visões diversas, fornecendo uma troca enriquecedora a todos os participantes. O desenvolvimento do potencial artístico leva à inclusão social e a atividades profissionais diversificadas que têm como intuito maior promover a auto-estima dos participantes. Como resultado, as obras decorrentes surgem mais naturalmente.

Funciona com a compra de papelão a um real o quilo para então, juntos, artistas e catadores, catadores e artistas, que mesclando-se passam a fazer a “mágica” da transformação decorrente cada vez mais de uma familiarização com cores e formas.

As capas dos livros foram feitas de papelão pelo coletivo “Dulcinéia Catadora”. Em uma época onde tudo é massificado, ver aquelas capas coloridas, uma diferente da outra foi, no mínimo, comovente!

O coquetel, “uma festa junina”, tece direito a pé de moleque, quentão e vinho quente, abrindo assim de forma típica o mês de junho.

Juntos participantes, autores, diretores, amigos, tanto do mundo real quanto do digital, que passaram a ter carne, pele e osso, e não somente imagem e nome.


Quem quiser saber mais sobre esse exótico, interessante e belo projeto pode se dirigir aos sites:
http://meiotom.sites.uol.com.br/
http://meiotom.sites.uol.com.br/dulcineiaprojeto.htm
http://www.cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=4591

Fotos: Iara Vasconcellos (com exceção da foto em que estou, naturalmente, que foi tirada por uma fotógrafa do projeto)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Quem disse que nas bibliotecas só têm livros ?

Há pouco tempo fiquei sabendo que há uma programação cultural intensa em grande parte das bibliotecas de São Paulo e passei a receber seus culturais emails. Ao ver a lista deste final de semana fiquei triste... Triste por não poder assistir e participar de tudo! Mas, você pode ir... Ele também... Ela também, e eles, também... Então, mesmo não sendo um blog de perfil inteiramente cultural, como meu coração bateu mais forte ao ver atividades tão boas, coloquei abaixo a programação disponível ao público que, ao mesmo tempo em que amplia a cultura, se entretém num fim de semana frio de outono, como este, na cidade de São Paulo. Vamos lá!


Destaque: Nesta sexta, das 22h até às 6h do sábado, acontece a "Fantástica Jornada Noite Adentro - Detetives: Mistérios e Mentes Perigosas", com filmes e diversas atividades simultâneas na Biblioteca de Literatura Fantástica, ao lado do metrô Vila Mariana.

DIA 21, SEXTA

CANINOS BRANCOS (White Fang, EUA, 1991, 109 min) Dir.: Randal Kleiser. Elenco: Klaus Maria Brandauer, Ethan Hawke. O órfão Jack Conroy vai para o Alasca em busca de uma mina de ouro deixada pelo pai. Nas terras geladas, trava uma amizade inusitada com um lobo e resolve batizá-lo de Caninos Brancos. Eles crescem e amadurecem juntos e a vida faz de Jack um homem de coragem. BP Roberto Santos. Dia 21, sexta, às 15h.

O FILHO
(Bélgica/França, 2002, 103 min) Dir.: Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne. Elenco: Olivier Gourmet, Morgan Marinne. Um marceneiro tem como aprendiz o jovem que matou seu próprio filho, mas o jovem não sabe que aquele é o pai de sua vítima. Ambos se relacionam no mesmo ambiente até que o pai decide expor o que sabe sobre o passado do jovem. BP Viriato Corrêa. Dia 21, sexta, às 16h.

TERRA VERMELHA
(Birdwatchers, Brasil/Itália, 2008, 108 min) Dir.: Marco Bechis. Elenco: Claudio Santamaría, Alicelia Batista Cabreira, Chiara Caselli. Mato Grosso do Sul, Brasil, 2008. O suicídio de duas meninas Guarani-Kaiowá desperta a comunidade para a necessidade de resgatar suas próprias origens, perdidas pela interferência do homem branco. BP Viriato Corrêa. Dia 21, sexta, às 18h.

FANTÁSTICA JORNADA NOITE ADENTRO – DETETIVES: MISTÉRIOS E MENTES CRIMINOSAS O universo dos detetives dá o tom da 4ª edição da Fantástica Jornada Noite Adentro (a 1ª de 2010). Na abertura do evento haverá uma contação de histórias, depois um bate-papo com os escritores Ilana Casoy e Sérgio Pereira Couto. A mediação será de Silvio Alexandre, organizador do Fantasticom. Logo após, começam as sessões de filmes. Ao mesmo tempo, no andar térreo da biblioteca, detetives e criminosos estarão à solta no RPG Live-Action, um jogo onde cada participante recebe um personagem e suas ações determinam o rumo da história. Importante: As inscrições para o jogo, organizado pelo grupo Confraria das Idéias, podem ser feitas a partir de 03/05. Os ingressos para as sessões podem ser retirados a partir das 21h. Serão distribuídos por ordem de chegada até o limite da lotação (101 lugares). BP Viriato Corrêa. Dia 21, sexta, às 22h. 22h


CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS: O VAMPIRO DE SUSSEX Com Grupo Cantando
Histórias. História com o personagem Sherlock Holmes, do autor Arthur Conan Doyle. Contadora: Dorotilde. Iluminação e som: Marcela Faust.

0h
FILME SURPRESA

2h TIMECRIMES (Los Cronocrimes, Espanha, 2008, 88 min) Dir.: Nacho Vigalondo. Elenco: Karra Elejalde, Candela Fernández. Hector, um homem de meia idade, entra acidentalmente em um dispositivo que o faz viajar no tempo e retornar 1 hora antes. Isso o faz encontrar a si mesmo, desencadeando situações e gerando consequências incontroláveis.

4h MOTHER – A BUSCA PELA VERDADE (Madeo, Coréia, 2009, 129 min) Dir.: Bong Joon-ho. Elenco: Bin Won, Hye-ja Kim, Ku Jin. Hye-ja é viúva e dedica a vida a seu único filho, Do-joon, que é totalmente dependente dela. Quando o corpo de uma garota é encontrado num prédio abandonado próximo à sua residência, Do-joon passa a ser considerado o principal suspeito. Sem escolha e determinada a provar a inocência do filho, Hye-ja decide sozinha encontrar o assassino.



DIA 22, SÁBADO

A CRIANÇA (L'Enfant, Bélgica/França, 2005, 100 min) Dir.: Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne. Elenco: Olivier Gourmet, Jérémie Renier. Um humilde casal vive dos frutos de pequenos furtos, que garantem sua sobrevivência até certo ponto. A chegada de uma criança inesperada os obriga a mudar isso. BP Viriato Corrêa. Dia 22, sábado, às 16h.

PÃO E ROSAS
(Bread and Roses, Inglaterra, 2000, 110 min) Dir.: Ken Loach. Elenco: Pilar Padilla, Adrien Brody. A história de duas irmãs mexicanas que trabalham nos EUA e passam a ser influenciadas por um ativista local, que luta por melhores condições de trabalho. 14 anos. BP Roberto Santos. Dia 22, sábado, às 16h.

FEIOS, SUJOS E MALVADOS
(Brutti Sporchi e Cattivi, Itália, 1976, 115 min) Dir.: Ettore Scola. Elenco: Nino Manfredi, Francesco Anniballi, Maria Bosco Dia 22, sábado, às 16h.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Cuidando de quem cuida

A preocupação com o outro é mais evidente em algumas pessoas do que em outras. Essa característica é, em muito, atribuída ao temperamento e chamado de vida de cada um. Há quem tenha abraçado essa função por opção, mas há também aqueles que a receberam como herança. Seja qual for a maneira da chegada dessa atribuição a alguém, a responsabilidade é muito grande e implica aprendizado, disposição e treino.

Há inúmeros livros a respeito, como o "Cuidando de quem já cuidou", de Carolina Becker, Miriam Ikeda e Nívia Pires. Há cursos como o "Cuidando de quem cuida", ministrado regularmente pela equipe da Clínica Integrar, dirigida pela psicóloga Neide Spacov (www.clinicaintegrar.com). Enfim, cuidar do outro, por mais nobre e necessário que seja, exige tempo, energia, afeto, paciência e resignação. Como adquirir e manter todas essas características?
Além da doação ao outro, este mundo nos surpreende incontáveis vezes com catástrofes que requerem socorro emergencial. Este ano de 2010 já começou com a natureza se rebelando contra os maltratos que vem recebendo (Como disse Einstein: "Quando agredida, a natureza não se defende. Apenas se vinga") . Os terremotos no Haiti, Chile, China, as chuvas torrenciais no Rio de Janeiro, a erupção do vulcão na Islândia cujo impronunciável nome significa: o glacial da montanha da ilha; entre outras calamidades. Forças de socorro são enviadas aos locais atingidos e, ali, em meio ao caos, desamparo e impotência, ocorre no ajudador o que se designa "Fadiga da Compaixão", ou "Síndrome do Salvador".

Seja qual for a intensidade ou frequência dos atendimentos, em nível particular ou generalizado, o cuidador precisa de restauração, reposição, forças, ânimo, coragem, paciência, amor...

Toda oportunidade de reabastecimento deve ser agarrada e usufruída. Porém, quando a recapacitação demora demais e as forças se esvaem, o ânimo escoa, o amor murcha, a paciência se irrita e o ser total se desgasta, olhar ao alto muitas vezes é a única saída: "Elevo os meus olhos para os montes e pergunto: de onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra. Ele não permitirá que você tropece; o seu protetor se manterá alerta..." (Salmo 121.1-3). "Ele fortalece o cansado e dá grande vigor ao que está sem forças. ... aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças..." (Isaías 40.29,31).