terça-feira, 17 de março de 2015

Beda - Sabedoria do Século VII

Beda (672 - 735) foi um inglês nascido no século VII e morto no século VIII, por ocasião das conquistas anglo-saxãs da Inglaterra celta. Depois da queda do Império Romano, a população da Inglaterra diminuiu consideravelmente e vários povos passaram a lutar por sua posse. Nesse contexto Beda viveu. Ele foi um monge anglo-saxão do mosteiro de Jarrow. Entre seus escritos encontram-se princípios relacionais e empresariais preciosos, que são muito atuais hoje .

O filósofo, mestre e doutor em Educação, e professor da PUC/SP, Mario Sergio Cortella, costuma citar o "Venerável Beda", em suas palestras. Falando dos tempos atuais e suas características, como a rapidez de informação, a concorrência e a necessidade premente de competência. Algumas das máximas de Beda são: Há três caminhos que levam ao fracasso:

1. Não repartir o que se sabe

2. Não praticar o que se ensina

3. Não perguntar o que se ignora

E, por outro lado, há também, três caminhos que conduzem ao sucesso. E é só tirar a palavra NÃO da frente das frases anteriores:

1. Repartir o que se sabe

2. Praticar o que se ensina

3. Perguntar o que se ignora

E há, também, três características que devem ser aprendidas, entendidas e aplicadas durante a vida para que possamos desfrutar de um equilíbrio emocional que contribuirá grandemente para que possamos enfrentar as diversas situações da vida:

1. Generosidade mental

2. Coerência ética

3. Humildade intelectual

A própria Bíblia contém base para esses princípios, e como um monge que ganhou o título de "venerável", Beda, certamente a lia e inspirava-se nela!

Imagens:
pt.wikipedia.org
alexandrinabalasar.free.fr

Resenha de filme

Sem limites (Limitless) - duração 105' 
EUA - 2011 
Diretor - Neil Burger 
Roteiro - Leslie Dixon 
Elenco - Bradley Cooper, Abbie Cornish, Robert De Niro, Anna Friel, Andrew Howard, Johnny Whitworth 

A busca pelo conhecimento é inerente ao ser humano. Porém, na maioria das vezes, ela não é um fim em si mesmo, mas almeja o poder. Fausto, de Goethe, o recebeu de Mefistófeles tendo em vista superar o saber de sua época. Esse "presente" veio com o plus de um "gole da fonte da juventude" que o permitiu passar 24 anos sem envelhecer. Nada mal... Não fosse o final da história! 

Já em Sem limites, filme de suspense baseado no romance de Alan Glynn, The dark fields, Eddie Morra (Bradley Cooper), um escritor em seca de inspiração descobre o NZT48 que lhe é dado por seu ex-cunhado, após um encontro casual. O "ampliador da capacidade cerebral" faz com que os pretensos 20% utilizados de nosso cérebro atinjam 100% de sua capacidade. 

Após a curiosidade ganhar a luta com a relutância, a droga sai do bolso do escritor e é, em flash de Raios X, acompanhada ao ser engolida. Tudo muda... Os efeitos especiais, a fotografia, a luz, a cor e a vida de Eddie que além de escrever seu livro em quatro dias, sai do anonimato, da depressão, da mediocridade e passa a, quase que instantaneamente, dominar assuntos técnicos, falar novos idiomas, fazer cálculos e projeções financeiras cabeludíssimas, lutar como Bruce Lee, Mohamed Ali e, acima de tudo, achar soluções para as mais intrincadas situações da vida. Como se não bastasse, a nova face de Eddie faz com que ele reconquiste a antiga namorada Lindy (Abbie Cornish) e o torna "o mais popular da festa". 

Depois de ter se apropriado indevidamente de uma grande quantidade da droga, Eddie que passa a ser perseguido, se preocupa com a possibilidade de ficar sem ela. 

O tema cliché do escritor em crise de inspiração dá lugar a uma sequência de novas descobertas. Suas esferas de vida se ampliam e suas ambições se tornam ilimitadas. 


Em meio à rápida ascensão, ele descobre que todos os outros consumidores do NZT48, em sua fase de teste, estão morrendo. Mas... Por que a droga não oferece solução a esse impasse? 

Entre rostos da nova safra de Hollywood, Robert de Niro, como o milionário Carl Van Loon, mesmo sem estar no papel central, garante a qualidade desse filme que pode ser descrito como um possível quadro do futuro, ou como uma declarada e condenada apologia das drogas. 

Confesso que gostei desse filme. Seria uma grande tentação se realmente existisse uma droga que oferecesse tamanha clareza e rapidez de raciocínio, bem como a melhor solução para todo e qualquer impasse da vida. Mas ao mesmo tempo seria apavorante ter à disposição tanto poder, pois creio que ele conduziria a uma arrogância que poderia ser fatal, no momento em que a autosuficiência tentasse assumir o lugar que pertence a Deus. 

E você... Já assistiu a esse filme? O que achou? O final surpreendeu?  


Iara Piza Vasconcellos 

Crises na vida e no casamento

Iara Vasconcellos


Não queremos ser simplistas.
É muito difícil atravessar crises, e é muito fácil dar receitas prontas...

 Os cientistas, como os desportistas, são considerados idealistas e leais, sendo admirados por sua fibra e perseverança. O esporte tem seu ponto alto com as Olimpíadas, e a ciência com o prêmio Nobel, que contempla aqueles que através de incessantes pesquisas, buscam respostas e soluções que diminuam as enfermidades e aumentem a qualidade de vida do ser humano.
A mesma decepção que sofremos quando surgem casos de doping e deslealdade entre atletas, ocorreu quando em 2006 foi revelado um caso de fraude que abalou não só a comunidade científica, mas a todos que também os percebiam como heróis.
Um dos temas científicos da moda é a pesquisa para obtenção de células-tronco embrionárias clonadas (http://www.ghente.org/temas/celulastronco/fraude_na_ciencia.htm), tendo em vista utilizá-las em pacientes com doenças degenerativas.  E foi exatamente aí, que um cientista sul coreano comunicou ao mundo ter encontrado a solução. Ele foi aclamado “herói” e deu esperança a enfermos em fila de doação de órgãos.
Ocorre, porém, que cientistas de todo o mundo, utilizaram “a receita” sul coreana, mas sem conseguir o resultado anunciado. E em ciência, quando todas as especificações são rigorosamente seguidas, o desfecho, obrigatoriamente, tem que ser o mesmo, caso contrário, não será ciência. E foi assim que a fraude foi descoberta e revelada ao mundo.
Portanto, quando essa mesma técnica é aplicada em outras áreas da vida, sem, no entanto funcionar também já pensamos em algum tipo de fraude ou boicote.
Como seria bom se existisse uma receita garantida para evitar o sofrimento! Uma fórmula científica que funcionasse para que escapássemos de toda e qualquer situação desestruturante. Mas não há. Da mesma forma que o sofrimento faz parte da vida, as crises também podem trazer possibilidades. Podemos usar nossa inteligência e astúcia, no sentido de aproveitá-las, e assim, também ajudaremos a equilibrar nossas emoções. Seria algo do tipo: “Não gosto, não quero, mas já que tenho de passar por esta situação, vou procurar aprender tudo o que for possível, para que o sofrimento não seja em vão!”.
Essas crises ocorrem muitas vezes no casamento. Há pesquisas que apontam o sétimo ano como o ano da grande crise, das avaliações, dos questionamentos, do balanço das expectativas. Há grande incidência de crises nessa época, mas isso não as limita a esse tempo. Elas podem surgir a qualquer hora e sempre vão trazer sofrimento. Não sabemos quando, mas é certo que virão.
Precisamos ter muito claro em nossas mentes e corações, que Deus não nos abandona. Ele pode até permitir a provação, porque muitas vezes aquela será a única forma de aprendermos determinadas lições. No entanto, dEle mesmo virá a solução. 1Coríntios 10.13 diz: "Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar". É isso. Tem alguém no controle. O fogo não vai se espalhar além do estabelecido. Sofrimento dosado, resgate providenciado.
No entanto, apesar da teoria ser realmente maravilhosa, não queremos ser simplistas. É muito difícil atravessar crises, e é muito fácil dar receitas prontas, mesmo que elas não existam.
Então, gostaria de deixar claro que estes versículos não são chavões, eles são promessas de um Deus que nos ama, que compreende a nossa dor e nos reabastece com seu carinho e cuidado de Pai: Não fiquem com medo, pois estou com vocês; não se apavorem, pois eu sou o seu Deus. Eu lhes dou forças e os ajudo; eu os protejo com a minha forte mão (Isaías 41.10 NTLH).
Que as crises sirvam para corrermos para o Pai, e não do Pai!


Iara Vasconcellos é jornalista, produtora editorial e tradutora. É proprietária da Capa a Capa.

sábado, 27 de setembro de 2014

Uma tarde com Marina Silva

“Eu não vou mentir! 
Não podemos nos transformar naquilo que combatemos”


No dia de ontem, 15 de setembro de 2014, Marina Silva esteve na Casa das Caldeiras, em São Paulo num programa voltado à área artística e cultural. Estavam presentes representantes de várias modalidades como cinema, teatro, televisão, literatura, circo, artesanato e outras.
No palco havia cadeiras e nelas faziam rodízio as pessoas que iam sendo nominadas. Eram cineastas, teatrólogos, representantes de centros culturais, entre outros. Cada um abordava sua área e fazia reivindicações.
Marina, ali sentada entre os que se revezavam, exercitava o dom de ouvir. Ela ouvia e anotava.
Entre as pessoas que eram chamados, passava-se um vídeo curto e objetivo, em geral com artistas e representantes da área cultural, como Caetano Veloso.
Depois dessas rodadas, o vice Beto Albuquerque tomou a palavra e apresentou-se como colega de Eduardo Campos, já há 24 anos. Sentia-se tristeza em suas palavras ao falar sobre o amigo.

 E então, chegou a tão esperada hora e a palavra foi para Marina Silva. Depois de revelar sua incursão pelo mundo artístico, e as modalidades nas quais teve alguma vivência, citou uma frase de Lacan: "O sentido aparece só depois". A arte tem o poder de antecipar aquilo que, muitas vezes, a política só é capaz de fazer mais tarde. Muitos artistas têm esse poder de antecipar. “A arte é o espaço do exercício da simbologia. Somos humanos porque somos éticos. É na ética que se encontra e faz a mediação dos diferentes interesses. Sem o que entraríamos num processo de autodestruição, sem o que seria impossível qualquer sociedade, qualquer civilização, ela afirmou.
Marina passou, então, a contar como chegou ao partido de Eduardo Campos. Mesmo tendo sido convidada para participar de seis outros partidos, optou por unir forças com ele, que tinha uma liderança jovem, que sofria menos preconceito do que ela (diz isso consciente da realidade nacional). Aquele jovem era um lutador pela democracia e pelos direitos sociais e começava a fazer uma reflexão em sua visão de desenvolvimentista, buscando a sustentabilidade. Eduardo Campos ajudou Marina a conseguir assinaturas para seu partido e quando lhe foi negado o direito, ele foi até o Supremo, inclusive pagando advogados para que o “Rede” fosse registrado, mesmo sabendo que ela talvez viesse a ser sua concorrente política. Por tudo isso, Marina resolveu unir forças com o PSB e fortalecer a candidatura de Eduardo Campos em vez de ser candidata por outro partido.
Com 55 anos de idade, sendo 30 anos de militância política (entre outros cargos, vereadora no Acre e senadora pelo Acre, sendo em ambos a mais votada), 26% nas pesquisas, mesmo sem estrutura, ela não podia se omitir Juntos, então, fizeram uma plataforma na Internet, em que 6 mil pessoas participaram dando sugestões na elaboração do plano de governo. Os pontos desse programa eram: aprofundar a democracia, ampliar as conquistas, e a sustentabilidade. Fizeram, também, vários seminários temáticos – energia, saúde, educação, economia, juntamente com outros temas, e então, terminaram o programa, que Eduardo Campos não teve a oportunidade de ver lançado. Veja na íntegra o plano de ação para mudar o Brasil emhttp://www.psb40.org.br/imprensa/pg.pdf
Valorizar a cultura (pois ela transforma as pessoas) é uma das metas desse plano. Aqui ela fez uma colocação importante: o papel do governo é criar climas propícios para que surjam tanto artistas, quanto apreciadores, pois um depende do outro, e nesse momento cita Marcel Duchamp: “Há um consciente artístico que deve ser observado: a parte que produz e a parte que aprecia e coloca o artista, no lugar de artista”. O papel do governo é criar um ambiente favorável para ambas as partes, pois a arte e a educação favorecem o ensino e o conhecimento.

Marina é professora de História e com especialização em Psicopedagogia e em Teoria Psicanalítica.
Marina elogiou Fernando Henrique pelo Plano Real, que hoje já é uma conquista dos brasileiros. Ela deu crédito a quem de direito, e disse que hoje o plano real já é uma conquista da sociedade. Deve-se institucionalizar as conquistas.
Sobre as críticas das quais têm sido alvo, Marina diz que há uma estrutura poderosa por trás delas, um batalhão de Golias com artilharia pesada contra Davi. Em certas cidades no nordeste diziam que se Marina for eleita ela acabará com Mais Médicos; com Minha Casa, Minha Vida; com a Bolsa Família, com a Transposição do São Francisco, com a Trans Nordestina, com o Pré-Sal. Aí ela brincou: Só se eu fosse o Exterminador do Futuro!! Acrescentou que essa postura está subestimando a inteligência da sociedade brasileira.
Fez também uma comparação entre o que ela está passando agora, sendo enxovalhada por mentiras, como as que Lula sofreu por parte do “Caçador de marajás”. Fernando Collor de Melo espalhava mentiras dizendo que quem tivesse dois porcos, poderia se preparar porque alguém viria confiscar o outro suíno, quem tivesse dois quartos na casa, o Lula iria colocar outra família. E se você tivesse uma Bíblia, devia escondê-la, porque o Lula iria tomá-la. Marina saiu combatendo aquelas mentiras.
Marina tem dito: As coisas boas vamos manter, as erradas vamos corrigir! E as que não foram feitas, vamos começar a fazer!
Ela diz que o cidadão hoje tem se tornado o protagonista de sua ação política e que a ideia final é: “Queremos um Brasil melhor”. Para isso todos devem se unir e cada um contribuir com sua parte.
Chegou a hora, não mais do apelo aos brasileiros, nem da carta aos brasileiros, pois essas táticas já foram utilizadas, respectivamente por Fernando Henrique e Lula, mas chegou a vez de se ganhar a presidência da República não com base em mentiras, em calúnia, na desconstrução, porque essa já foi feita pelo Collor em relação a Lula. Agora é a vez de se eleger um presidente com base em uma carta dos brasileiros, que diz como a Cultura deve ser tratada, como a Educação deve ser tratada e assim por diante.
Marina disse ser uma mulher de fé, nascida católica e depois convertida cristã evangélica em 1997. Ela diz que há pessoas que pecam pelo excesso. Ela tem dito que, se para ser presidente da república tiver de negar a sua fé, então ela não é a candidata certa.
Ela apoiou pessoas com pensamentos diferentes dos seus em vários aspectos. Apoiou Gabeira no Rio de Janeiro, mesmo com um dos outros candidatos professando a mesma fé que a sua. Ela não estava escolhendo um padre, um rabino ou um pastor para ser prefeito do Rio de Janeiro. Ela entendia que num estado laico, Gabeira era o melhor.
Os brasileiros estão aprendendo que o estado laico é o que garante o direito de não negar a nossa fé! O direito de ser o que se é independentemente da fé, da condição social, da cor da pele, da orientação sexual. Direito assegurado pelo Estado não pode ser confundido por outra coisa.
Marina diz que fala o que pensa e assim as pessoas podem dar, ou não dar a ela o seu voto. Ela não diz coisas diferentes para agradar aos que creem, e aos que não creem. Ela tem a mesma palavra, mesmo que tenha de pagar um preço muito alto por isso. Só a verdade pode orientar uma escolha responsável.
Fica feliz ao ver pessoas que exercitam suas formas de expressão artística.
Termina com uma palavra dizendo que sabe que naquele evento há pessoas que já decidiram em quem vão votar, mas que há outras que ainda estão pesquisando. Incentiva que busquem o programa de governo (http://www.psb40.org.br/imprensa/pg.pdf). Diz que Aécio Neves ainda não apresentou e a presidente Dilma não vai apresentar, porque o programa dela é a mesma coisa que ela já está fazendo. Porém, os juros estão altos, a inflação está subindo, e o crescimento do país é pífio. Marina, então, preocupa-se com isso.
Ela diz que vê uma inversão na situação, pois quem apresentou o programa está sendo crucificado e quem não apresentou está querendo ganhar com base no cheque em branco. Quem deveria se explicar é quem quer governar sem apresentar o plano.
E, diz que aceitou ter debate, não embate. Que demorou 500 anos para o Brasil ter uma presidente mulher, então que ela não dará a Dilma o tratamento que dela está recebendo. Mesmo que essas mentiras a reduzam ao pó, a história dela não mudará pelo poder dessas mentiras.
Marina desconfia que a presidente Dilma não se sente confortável com o que tem dito sobre ela, mas que há um “marqueteiro” selvagem orientando-a. “Podem ter certeza de que, se um marqueteiro chegar para mim me mandando falar mentira a respeito dela, do Aécio, ou seja de quem for, eu não vou mentir. Não podemos nos transformar naquilo que combatemos”.
“Onde estão os algozes de Mandela, de Luther King, de Ghandi! Quando somos pequenos encontramos força olhando para os maiores!”. Essa foi uma de suas falas que mais arrancou aplausos da plateia.
Marina diz que pretende governar com as melhores pessoas de todos os partidos. Acrescenta que seu movimento é um movimento de resgate e que não tem nenhum problema em conversar tanto com Fernando Henrique quanto com Lula. Fazer um realinhamento político. Conversar sobre novas propostas para a política – infraestrutura, educação, saúde, economia.
Fez um pedido: mostre que as coisas que estão sendo ditas sobre mim são mentirosas. Divulguem o nosso programa (http://www.psb40.org.br/imprensa/pg.pdf).
E terminou dizendo: “Que haja a arte de fazer política com respeito ao outro, na busca da verdade, que não é de nenhum de nós, mas que se constrói na relação respeitosa do outro entre nós!”.

Rosângela Cianci e Iara Vasconcellos

sábado, 27 de julho de 2013

Cassie em recuperação

A nossa mocinha chegou em casa depois de 3 dias na Clínica (Oasis Pet da Vicente Rao), porque não tínhamos como segurá-la. Só quem conhece a Cassie sabe como ela é elétrica. Então, agora, ela já pode subir escada (sem ser seguidamente, claro), e até dar uma volta fora, SEM CORRER! Não pode, ainda PULAR!!!

Cassie no primeiro dia em casa depois da cirurgia
Bom, estamos nos revesando aqui em casa para manter a mocinha mais paradinha. Deitadinha, como na foto, ela parece um anjinho, não é?

DI-FÍ-CIL! Mas vamos aos poucos conseguindo. Terça-feira ela já deverá ter uma consulta com a Dr. Fernanda no Oasis Pet (aqui do Alto da Boa Vista) e quinta-feira, se Deus quiser, tirarão os pontos dela.Vamos, então, caminhando...

Guenta Cassie!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

The Super Dog

A última postagem da Cassie dizia que ela estava mais mocinha e mais comportada. Ficamos orgulhosos de poder fazer elogios e registrá-los na Internet.

Hoje pela manhã, nossa valente cachorrinha revelou mais um de seus dotes: ela estava em pé com as patinhas na janela do nosso quarto, no andar de cima do nosso sobrado, placidamente observando a rua, quando na calçada do lado oposto à nossa casa surgiu um lindo labrador chocolate sendo levado para passear. Ela simplesmente se encantou por ele. Começou a latir e a chorar, correu até a porta do quarto, voltou para a janela, correu de novo até a porta e subiu em cima da nossa cama. De repente (sem ao menos entrar em uma cabine telefônica) ela deu um salto e pulou!!!!! Pulou da janela do segundo andar!!! Ou melhor, voou! Patas dianteiras estiradas para frente, traseiras para trás e tchibum! Mergulho no espaço!




Depois de gritar, corri para baixo. Ao chegar ela estava no jardim. Graças a Deus, temos um toldo logo abaixo da nossa janela e ele abafou a queda inicial. Em seguida ela caiu na grama que estava fofa, pois são daqueles quadrados de grama aplicados ao solo.

Não vimos em que posição ela caiu, mas tanto ela como nós ficamos muito assustados. Nós a tiramos do gramado e começamos a apalpá-la imediatamente para ver se ela reclamava de alguma dor. Bom, acabamos levando-a à médica veterinária, que a examinou e disse que tudo parecia estar bem, mas que seria preciso observá-la até amanhã (terça-feira 23/07/2013).

E nesta terça-feira ela deveria ser castrada. Deveria não, deverá, porque aparentemente o super-dog está bem. A doutora Fernanda do Pet Shop Oásis, onde a Cassie frequenta, disse que não será preciso cancelar a cirurgia, e que ela aproveitará para observar se está tudo em ordem lá dentro.

Vamos, então, aguardar que tudo corra bem e que amanhã a esta hora ela já esteja se recuperando. Na próxima postagem darei mais detalhes. Como ela é "muuito calminha", deverá ficar uns dois dias na própria clínica, porque não temos como fazê-la ficar paradinha nas primeiras 48 horas!

Bom, é isso! Até a próxima aventura da super cã!



quarta-feira, 8 de maio de 2013

Notícias da Cassie

 

Não fiz mais postagens sobre a Cassie. Muitos me perguntam como ela está e respondo a mais pura verdade: linda e um pouco menos levada. Com o tempo, aquela coisinha destruidora foi ficando mais comportada e hoje ela está bem melhor.

Cassie fez 1 ano e está enorme. Continua bagunceira e, segundo a Lu (dona da creche que ela frequenta, Recanto dos bichos) deve continuar assim até 1 ano e meio. Tudo bem, faz parte do show! Vou esperar mais um pouco pra lixar os móveis que ela roeu!  Apesar de haver momentos em que chegamos a perder a paciência com ela, essas horas estão diminuindo gradativamente.
 
Acredite se quiser, ela também está desenvolvendo um lado útil pra nós: o de cão de guarda. Ninguém passa por nossa casa sem ser notado e "saudado" com o forte e sonoro latido da nossa linda "vigilante" marrom. Segue uma sequência de fotos da nossa amiguinha:


Cassie no canil - 45 dias


Chegada em casa - 2 meses
 



3 meses
 


4 meses
 
 


5 meses
 


6 meses
 


6 meses
 



7 meses

 

10 meses
Aqui houve um pulo, pois deixamos de tirar fotos da Cassie
entre seus 8 e 9 meses - que pena!
 



Ao lado, Cassie atualmente com 1 ano. Não é linda?

Ela agradece e manda lambidas a todos!

Bye!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Astutos, mas simples

Falar muito de si, expor-se demais é um dos riscos de quem utiliza muito a Internet. Há uma tendência no ser humano de exibir-se. Mas não é só na Internet... Aqueles adesivos que se colocam  nos carros atrás mostram quantas pessoas, quantos e quais animais moram na casa, se a família conta com pai e mãe, se é um pai separado com filhos, ou uma mãe separada com filhos; se a família tem animais domésticos e até se a sogra mora junto.
Sem dúvida qualquer uma dessas formas atuais de comunicação são muitas vezes realizadas com a maior inocência, mas podem se tornar fonte de informação para mentes maldosas.
Eu mesma, depois que comecei a ter esse tipo de insight dei uma parada nas minhas postagens. Que pena!



Bênção ou maldição? A resposta a essa pergunta depende exatamente desse verbo: depender. DEPENDE de como esses meios são utilizados. Quem se expõem demais acaba se machucando, ou sendo machucado. O apóstolo Paulo já dizia isso lá no seu tempo: Para os puros todas as coisas são puras. Para os corruptos e descrentes nada é puro: até a sua mente e consciência são corrompidas (Tt 1.15).
Precisamos agir como Jesus recomendou: Sejam astutos como as serpentes e simples como as pombas (Mateus 10.16).
Que nesta nova fase de descobertas cada vez mais impactantes na área de Comunicação, possamos nos comunicar, fazer novas amizades, compartilhar, reencontrar, mas com sabedoria e bom senso.

sábado, 9 de junho de 2012


  
A Cassie chegou!
Ninguém substitui ninguém, porque não existem duas pessoas iguais, como também não existem animais iguais, nem ao menos frutas iguais!  Mesmo que se faça uma salada de frutas com frutas da mesma espécie, na mesma quantidade  o sabor de cada uma será diferente e nunca comeremos uma salada de fruta igual à outra! Já pensou nisso?

Essa introdução toda foi para falar que eu sabia que o próximo cachorro que teríamos, não seria igual à Shadow, que ficou conosco quase 15 anos e era uma verdadeira lady! Nunca mordeu ninguém, nem roeu os nossos móveis. É sério!

Por isso, eu achei que estava preparada para receber mais um cãozinho, sabendo que ele, ou ela, não substituiria a Shadow, mas que seria outro "serzinho" que viveria conosco e com quem nos inter-relacionaríamos. E foi com esse espírito que tomamos os passos para que a Cassie fosse essa nova amiguinha.

Mas, quem disse que eu estava preparada? Aquela coisinha fofa de 45 dias que veio para casa (hoje já com quase quatro meses) deu um baile tanto no João Marcos quanto em mim. Ela é elétrica, morde tudo e todos, põem as patinhas sobre a mesa, pula em cima dos móveis e com os dentinhos afiados rasga as nossas roupas e nos mordisca sem parar.

Ela é inteligentíssima, já aprendeu a sentar, a dar a pata e... Pasmem... A abrir a porta da cozinha batendo a patinha no trinco! Logo mais vamos ensiná-la a fechar a porta, pois está muito frio para que fique aberta (Rsrsrs)!










Enfim... Quero dizer que aprendi a lição. Cada ser vivente é único e ocupa seu espaço e tempo, nesta terra, enquanto o Pai permite que aqui estejamos.
Por isso, tanto Cassie, quanto nós estamos aprendendo a viver juntos. Os limites estão sendo colocados, e o amor vai aos poucos aumentando (apesar de haver momentos em que diminui, quando ela nos morde, ou destrói alguma coisa da casa). Mas descobrimos que isso faz parte do show!


E é assim que cada dia vamos aprendendo a viver com mais esse querido membro da família.

Cassie, você é muito bem-vinda!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O LADO “A” DA POLÍCIA

Feriadão... A cidade de São Paulo estava tranquila. O trânsito estava leve. As pessoas passeavam com seus cães.

Chegávamos a nossa casa ao final da tarde já escolhendo a pizza que pediríamos para o jantar que teríamos com amigos, quando resolvi ir ao supermercado buscar uma sobremesa.

João Marcos, então, saiu do carro e eu assumi o volante. Ele, em pé ao lado do carro pegava suas coisas no banco de trás e se preparava para entrar quando um carro passou por nós, parando uns 2 metros à frente. Olhei para a porta traseira e vi uma arma. Tentei avisar o meu marido, mas não deu tempo. Três indivíduos armados saíram do carro e num instante nos cercaram. Foram pegando tudo que tínhamos: carteira, bolsa, carro. Dois voltaram para o Corolla prata, dois pegaram o nosso Meriva cinza e saíram cantando pneu.

“Bondosamente” os ladrões haviam jogado as chaves de casa ao chão e assim que nos recuperamos do choque inicial corremos para dentro.Tremíamos tanto, que era difícil pensar. Aos poucos nossos corações foram se acalmando e começamos a tomar as providências necessárias como cancelar cartões de crédito, talões de cheque e chamar a polícia. Dois policiais vieram até a nossa casa e disseram que já tinham recebido um comunicado do roubo do carro que os assaltantes usaram para nos roubar. Fomos, então, orientados a fazer um BO e a trocar o miolo das fechaduras, pois as chaves de casa estavam dentro da bolsa que tinham roubado.Meus dois presentes de aniversário, a bolsa e uma máquina fotográfica que estava dentro dela, foram embora, bem como meu celular, óculos escuros, caneta tinteiro e tudo o que se imagina haver dentro de uma bolsa de mulher! Do João Marcos levaram a carteira de dinheiro e a de documentos.

A sensação de invasão é arrasadora e difícil de ser digerida. Diante disso nos lembramos de um ditado usado por nossas avós, mas absolutamente pertinente nos dias de hoje: “Que vão os anéis, mas que fiquem os dedos!”.

E essa experiência nos levou a conhecer uma parte da sociedade com a qual não convivíamos até então... A polícia.

Fomos inicialmente fazer o BO na 27ª Delegacia de Polícia, no Campo Belo. Ali fomos atendidos pela escrivã Gislene Volpini, que foi muito eficiente e gentil, nos orientando a marcar um horário no Poupa Tempo para darmos início ao pedido de segunda via de nossos documentos.

A segunda experiência em delegacia deu-se na 35ª, no bairro do Jabaquara. Fomos avisados de que a minha bolsa havia sido localizada no veículo utilizado para nos assaltar. E lá fomos nós... Ali conhecemos o proprietário do carro Corolla prata.

O soldado André, da Polícia Militar foi quem nos contatou ao telefone e permaneceu ao lado o tempo todo, enquanto se fazia a devolução dos meus pertences na delegacia. A escrivã, Alessandra de Oliveira, passou longo tempo relacionando os objetos da bolsa que iam sendo devolvidos. Paciência e eficiência ela tinha de sobra.

Enquanto isso, aguardávamos com expectativa que o carro e os documentos do João Marcos aparecessem. Mais um dia se passou até que, na madrugada de sábado recebemos outro telefonema da polícia comunicando que o carro fora localizado e que precisávamos buscá-lo.
E lá fomos nós, novamente, à 35ª Delegacia e ao Batalhão da Polícia Militar às 3h30min da madrugada. Ali conhecemos o sargento Ricci, o soldado Gobo, o cabo Eduardo e o soldado Alves. Com toda cortesia fomos transportados de viatura até o local onde os soldados, Montoro e Neto, guardavam o carro e aguardavam a nossa chegada com a chave para abrir o veículo.

O carro encontrava-se na Rua Salvador Iacona, 243, localizada no Jabaquara. Chegando ali verificamos que o carro estava “inteiro”, faltando apenas o estepe e o som. Saímos de lá com um carro de polícia à frente, e com o outro atrás. Assim conduzidos atravessamos a favela da Rua Alba (local que às 4h da manhã parecia ser 16h da tarde, de tão movimentado que estava!).
Na 35ª Delegacia, o investigador Felipe Mascaro nos recepcionou e deu todas as informações necessárias para nos tranquilizar quanto aos próximos passos a serem dados. O escrivão Jorge Yuassa também foi rápido e preciso o que agradecemos devidamente, principalmente por ser por volta das 5h da manhã.

O susto que levamos com esse assalto fez com que refletíssemos sobre a nossa vulnerabilidade e nossa dependência de Deus. Ele foi muito bom para conosco. Já o agradecemos muito, pois estamos vivos e bem.

Somos, também, muito gratos a todos os policiais que nos assistiram e orientaram em todo o processo. Sabemos que há profissionais bons e maus em todas as profissões. Mas naquele feriado prolongado tivemos a oportunidade de conhecer cidadãos dignos e educados que nos orientaram e ajudaram a atravessar aqueles momentos aflitivos. A Bíblia diz que devemos honrar a quem merece honra, então esta matéria tem por objetivo verbalizar nossa gratidão primeiramente a Deus, mas também a esses profissionais que diariamente arriscam suas vidas pelo bem da comunidade.

domingo, 15 de maio de 2011

Os cachorros deviam ser como tartarugas... E viver até os 100 anos de idade!

Deus ama os animais, caso contrário ele não os teria salvaguardado no dilúvio. Ele criou a todos - um por um, e depois na arca durante o dilúvio, os preservou de dois em dois. Alguns para que admirássemos, outros para que temêssemos e outros ainda, para que amássemos!


Há estudos científicos comprovando que os pets contribuem para equilibrar a afetividade do ser humano. Muitos deles são parceiros de profissionais da área de saúde e os ajudam a estimular e animar a vida de pessoas idosas, de pessoas com necessidades especiais e de crianças.

E além dessa nobre função, eles chegam a nossos lares, e aospouquinhos, vão conquistando os corações de cada membro da família. Há casos de pessoas que a princípio são contra criar animais em casa, e suas justificativas vão desde o trabalho que dão a medo de envolvimento e perda. No entanto, logo, logo elas são cativadas e o antagonismo se transforma em acolhimento.


Aos poucos, eles vão conquistando e ocupando um enorme espaço em nossos corações. Como todo privilégio implica responsabilidade, o fato de ter alguém que nos espera e faz sincera festa quando chegamos; que se enrosca em nossos pés quando está frio; que sobe em nosso colo no sofá da sala; que lambe nossas lágrimas quando choramos; que late quanto algum suspeito ronda nossas casas e chega a atacar se fizer qualquer movimento mais brusco em nossa direção. Tudo isso, e muito mais nos dão enquanto estão conosco em troca de carinho e cuidado


Com o tempo, a amizade acaba virando parentesco. Nós achamos que eles pensam ser gente, mas eles têm certeza disso! A intimidade que desenvolvemos faz bem aos nossos corações e nos faz sentir amados e aceitos.

E como tudo na vida tem começo e fim, o inevitável acaba acontecendo. Lágrimas quentes e angustiadas correm de nossos olhos e de nossos corações. Como é difícil a separação! Como dói... Porém, nenhuma dor será tão forte, que não compense a alegria com que nos presenteiam.



Este texto, Shadow, é dedicado a você, querida amiguinha que chegou a nossa casa e arrebatou nossos corações. Todos estes 14 anos com você foram especiais. A cada viagem que fazíamos deixávamos “pelos de Shadow” pelos lugares em que passávamos, pois inevitavelmente algum pelo preto, ou branco, iam colados a nossas roupas. Em cada dia nos lembrávamos de você. Depois, ao chegar a casa sua festa quase nos sufocava de alegria e, literalmente, rolávamos no chão para comemorar a nossa volta.



Agradecemos muito a Deus por ter nos dado você de presente e nos ajudado a desenvolver uma afetividade que não conhecíamos.
A perda rasga nossa alma e afeta nossas emoções. Porém, o mesmo Deus que criou e preservou os animais compreende nossa dor e certamente nos ajudará a atravessar estes momentos de dor.


Ah... Que bom seria, se os cães fossem como as tartarugas...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Falou pouco, mas falou bem!



Ditado imbatível esse, mas raramente aplicado a políticos. No entanto, a exceção é feita com a ex (e futura) candidata à presidência, Marina Silva.

Em tempos de aprovação do novo código florestal lembrei-me de um discurso proferido por Marina, pouco antes das eleições presidenciais de 2010.


Ao iniciar seu discurso, Marina perguntou:


- Que tipo de país você deseja que o Brasil seja?


E, em seguida, ela foi fazendo várias colocações, utilizando seus pontos de vista, os quais ao mesmo tempo faziam parte de sua plataforma de governo:

Queremos um país que seja:



  • Economicamente próspero


  • Socialmente justo


  • Politicamente democrático


  • Ambientalmente sustentável

O Brasil, hoje, possui:



  • 11% do total da água doce do mundo


  • A maior floresta tropical do globo


  • Uma biodiversidade com 22% de todas as espécies vivas do planeta

Enfim, resumindo, queremos:



  • Saúde


  • Segurança



  • Educação



  • Moradia digna



  • Riquezas obtidas sem destruir os recursos naturais.
Romanos 8.19 diz que a própria natureza geme esperando ser resgatada. Ela, que tem sido devastada pelo ser humano, só confia em Deus e nele espera .



E nós? Que país queremos ter?



Imagem: tiagovalenciano.wordpress.com

sexta-feira, 18 de março de 2011

Oops & Uai!

A segurança de Obama não permitiu que ele falasse ao vivo e em cores na Praça da Cinelândia, mas o liberou para que usasse o Teatro (Municipal) da Cinelândia. E não é que será melhor mesmo! No site do Terra saiu a foto de algum revoltado ultrapassado, desinformado e... bocomoco (Lembra dessa palavra?! É realmente a cara da pessoa que faz esse tipo de coisa!) que jogou um coquetel molotof na guarda de segurança do presidente americano.
Só que esse antiamericanismo já está tão fora de moda! Não é mais época desse tipo de coisa! Todos começam a perceber que o Brasil está crescendo, que não é mais um simples adolescente, mas um jovem que conseguiu estudar um pouco mais, obter seu diploma e levantar seu próprio sustento. Então, atos desse tipo não combinam com nossa realidade e me fazem lembrar de filmes antigos sobre a II Guerra Mundial, em que por terem sido abandonados em alguma ilha do Pacífico (mesmo após a Guerra ter terminado), e ficado sem qualquer tipo de comunicação com a sociedade, dois soldados, um americano e um japonês continuam a lutar e a montar armadilhas um para o outro. Só que, enquanto isso, o mundo celebra o fim da Guerra.

É... O desconhecimento conduz a sofrimentos! Por isso devemos aproveitar o hoje e transformar nossa carga de informações em conhecimento para que resultem mudanças e maior aproveitamento da vida. Caso contrário... A informação perde sua função e seu efeito!
Esperemos que as lembranças levadas por Barack Obama do Brasil sejam mais positivas e mais agradáveis do que essa!

Fotos:
Coquetel molotof: www.terra.com.br/portal/

quinta-feira, 17 de março de 2011

O presidente Barack Obama na Cinelândia?

No sábado, 19 de março de 2011, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama deverá chegar ao Brasil. Um de seus compromissos (pasme!) será discursar na Cinelândia, bairro do Rio de Janeiro, famoso pelos políticos que ali tomam a palavra e se dirigem ao povo.

Esta visita do presidente americano ao Brasil tem, além do caráter comercial (o Brasil como um futuro exportador de petróleo que é independente, separado da OPEP) também tem um toque de nostalgia e romance.


Em sua biografia, "A origem dos meus sonhos", Obama conta que sua mãe (Ann Dunham, mulher branca, americana) assistiu o filme "Orefeu Negro", que no ano de 1959 ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro e a Palma de Ouro em Cannes. O filme foi feito a partir da peça teatral "Orfeu da Conceição" de Vinícius de Moraes. Nesse filme dirigido por Marcel Camus (co-produção entre Brasil e Itália) Agostinho dos Santos (cantor carioca já falecido) cantou a famosa música tema Manhã de Carnaval (Manhã, tão bonita manhã...) de Luiz Bonfá e Antonio Maria. Ann Dunham saiu do cinema extasiada, dizendo que o filme tinha sido a coisa mais linda que ela já tinha visto!


Depois disso, o presidente na maior potência do mundo acrescenta que sua mãe, logo depois, foi estudar no Haway. Lá chegando, conheceu na escola um jovem negro queniano, com quem acabou se casando. E algo muito interessante é que havia, realmente, uma grande semelhança entre o brasileiro, Breno Mello, intérprete do Orfeu no filme, e o africano proveniente de Quênia, que se tornou pai do atual presidente dos Estados Unidos.

Mais tarde, nos anos 80, o filme tornou passar em Nova Iorque e, dessa vez, a mãe de Obama convidou o filho para assistir com ela. No meio do filme, ele conta que olho para o rosto da mãe e viu que ela estava chorando de emoção. Naquele instante, ele entendeu porque uma mulher tão branca, como sua mãe, havia se casado com um homem tão negro, como o seu pai.


Além de emocionante e pitoresca, esta história aponta a possibilidade de que se Vinícius de Moraes não tivesse feito essa adaptação do mito grego de Orfeu (que tocava lira e com ela amansava as feras e, ao final, consegue resgatar sua esposa, Eurídice, do inferno, após ter sido picada por uma serpente - http://recantodasletras.uol.com.br/ensaios/1035305) e a deixado com "cara tupiniquim, ou melhor, de Zumbi", é provável que o presidente Barack jamais tivesse nascido.

Mais uma vez as telas influenciam a vida e mostram a importância e o poder da comunicação! E amanhã, a Cinelândia conhecerá alguém que, pelo menos de filme, já a conhecia!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

HO! HO! HO!

Há muitos que não apreciam o Natal e por diversas razões. Uma delas refere-se ao dia 25 de dezembro. Como não se sabe ao certo quando Jesus nasceu, estabeleceu-se, em nível mundial, essa data. Mas podia ter sido 5 de março, 17 de setembro, 2 de outubro ou qualquer outra. O importante é que tenhamos um dia para celebrar Sua vinda.

Como tudo na vida o Natal também pode ser visto por vários ângulos. Eu optei por curtir a época e absorver o que ela tem de melhor. Tudo fica colorido, as pessoas se tornam mais humanas, há mais sensibilidade no ar.

Acredito, também, que a exuberante decoração natalina não conflita com o verdadeiro Natal, que é a vinda de Jesus ao mundo para nos salvar. Pelo contrário. Podemos mostrar, através de uma bonita decoração, nosso apreço e carinho pela data. Gosto do Papai Noel, das cores, da árvore de Natal, dos enfeites, das músicas, dos pratos típicos, dos presentes, enfim... As fotografias, ao longo desta matéria, foram tiradas da nossa casa, já "vestida" para o Natal.


Segue, também, uma matéria sobre o dia escolhido para o Natal, escrito por Jaime Kemp e complementado com a origem do Papai Noel, da árvore, dos presentes e dos cartões de Natal. Desejo, do fundo do coração, que você tenha um verdadeiro Natal e que ele seja muito feliz e, sem neuras!
Ho, ho, ho!



É certo comemorar o Natal?


O Natal moderno, como seus costumes coincide com uma antiga festa romana, a "Saturnalia". No século 4, o imperador romano Constantino declarou o Cristianismo como a religião oficial do Império Romano e proibiu os cultos pagãos.

A impressão que tenho de Constantino é a de que ele era um homem muito perspicaz, um diplomata capaz de compreender a natureza humana como ainda nenhum outro imperador conseguira fazê-lo. Receoso de uma reação pública contrária ao seu decreto de banir a "Saturnália, ele declarou que as festividades continuariam a ser come-moradas anualmente, porém sob novo enfoque, com outro sentido.




O velho feriado pagão foi, então, transformado em celebração pela vinda de Jesus Cristo ao mundo, o evento mais importante da História Humana. Creio que o mais importante é a comemoração em si. Nem sempre comemo-ramos os aniversários de nossos queridos no dia certo, não é? Mas o importante é separar um momento para honrá-los com nossas lembranças e presença. Com o passar do tempo, a associação da data cristã à festa pagã foi enfraquecendo e desvaneceu-se, perdendo-se de vista e de sentido.



Apesar das origens seculares do feriado natalino, particularmente não tenho objeção alguma a essa comemoração, porém respeito o ponto de vista de quem não partilha de minhas convicções.

Em minha mente, nosso entendimento sobre o evento é o que realmente importa. Não acredito, sinceramente, que nenhum de nós hoje em dia, corra o perigo de ser seduzido pela adoração a um deus romano! Para nós, há uma ameaça mais perigosa e mais séria nos fortíssimos apelos do materialismo e do secularismo. Esses "deuses", sim, tem seu lugar de extremo destaque na época de Natal. Quanto às formas de celebração, deixe-me fazer algumas colocações:



- Árvore de Natal

Há várias histórias sobre a origem da árvore de Natal. Uma delas é que o próprio Martinho Lutero (líder da Reforma Protestante), certo dia caminhava à noite e olhou para o céu estrelado através de uma árvore. Ele estava refletindo sobre uma forma concreta de celebrar o Natal com a família, de forma atraente a seus filhos. De repente, ao olhar aquela árvore com as estrelas brilhando ao fundo, pensou em uma árvore com velas brilhando, imitando as estrelas. Ele, então, cortou uma árvore do bosque, levou-a para casa e, juntamente com os filhos a decorou com frutas, laços coloridos e finalmente com velas que acendia às noites, enquanto conversavam sobre a vinda de Jesus, que trouxe luz às nossas trevas, como aquelas velas representavam.

Podemos escolher como enxergar nossos costumes. Podemos até desconhecer suas origens. Porém, podemos também, escolher a melhor forma de utilizá-los. Assim, a árvore de Natal sempre poderá nos lembrar de Jesus, a Luz que veio ao mundo para iluminar a escuridão de nossos corações.




Cartões de Natal


No ano de 1844, um famoso artista chamado William Dobson de Birmingham, na Inglaterra, utilizando seu talento, começou a pintar cenas natalinas e a escrever mensagens de teor espiritual para dar a seus amigos na época de Natal. Os primeiros cartões fizeram muito sucesso. No ano seguinte, Dobson fez cópias litografadas de seus cartões e continuou a presentear com eles. A ideia se espalhou rapidamente. A proclamação dos anjos, por ocasião do primeiro Natal, também foi um difundir da mensagem de salvação, descrevendo o real sentido do Natal:


"O anjo, porém, lhes disse: Não temais: eis aqui vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo. É que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor"

Lucas 2.10-11



Os cartões de Natal, então, nos lembram o espalhar dessa boa nova! Um é comunicação escrita, o outro verbal e musical. Mas ambos são formas de comunicação.




- Papai Noel e presentes de Natal


De acordo com a tradição, o primeiro Papai Noel chamava-se Nícolas, um homem muito rico e religioso, que viveu na Ásia Menor, no século IV. Ele dava, secretamente, grandes somas de dinheiro aos pobres e às crianças. O costume de presentear, no entanto, data da época dos sábios que foram visitar a Jesus, em seu nascimento. Se pararmos aí, porém, omitiremos a outra parte da história. Dar presentes teve sua origem primeira, na eternidade, quando Deus por amor à humanidade "... deu Seu filho Unigênito, para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3.16). Podemos, então, dizer que os presentes de Natal nos reportam ao presente JESUS, trazendo aos nossos lábios a própria Escritura: "Graças a Deus por Jesus - sua dádiva indescritível!".

O Natal deve ser uma data separada carinhosamente para celebrar valores espirituais, para rememorar valores familiares e para focalizar a atenção na principal razão dessa festividade - JESUS CRISTO.
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Muitas pessoas têm perguntado as fontes de meus enfeites de Natal. Elas são muitas, desde longe como de Nova Iorque, Haway, Europa e até de bem pertinho, da Noel Fest (A Rua Joaquim Nabuco, aqui no Brooklin onde moramos, é fechada para essas feiras de artesanato), do bazar de Natal da Igreja Batista do Morumbi e de uma loja muuuito especial, chamada Empório Country, que fica na Rua Ministro José Gallotti, 76, perto da Igreja do Brooklin. A proprietária, Celina, tem um bom gosto incrível! Durante o ano, como a loja é de decoração e artesanato, há sempre sugestões para presentear, ou para deixar nossas casas mais bonitas e aconchegantes. Quem tiver um tempinho deve ir lá conferir.